O caos se instalou de vez na saúde pública de Bauru. A morte de uma jovem universitária de 22 anos expõe tal cenário lamentável. De acordo com familiares, o drama da moça começou no dia 19 de julho, quando ela se queixou de fortes dores abdominais. Ela, então, procurou o Pronto Socorro central, onde foi medicada e liberada logo em seguida. Porém, vendo que as cólicas não cessavam, a jovem foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento do Bairro Mary Dota. Lá, foi constatado a necessidade de internação.
A paciente foi encaminhada novamente para o unidade de saúde do centro da cidade, onde acabou falecendo por falta de vagas em hospitais públicos na cidade. Infelizmente naquela mesma semana outro óbito foi registrado pelo mesmo problema: um senhor de 76 anos, com suspeita de Gripe A (H1N1), não resistiu a demora pela busca de leitos.
Esses dois casos absurdos trazem a tona a fragilidade administrativa do setor de saúde pública, tanto no âmbito municipal quanto estadual, uma vez que são eles os responsáveis pela ocupação dos leitos hospitalares. Triste constatar é que a população é a maior prejudicada. Isso se reflete nos corredores do Pronto Socorro central, tomados por intermináveis macas com doentes à espera angustiosa de uma solução para seus tormentos. Um cenário desumano.
Enquanto isso, médicos e enfermeiros se comportam como verdadeiros heróis, tentando de qualquer maneira amenizar o drama daqueles que passam por lá. Também são vitimados pela desordem do sistema. Fica evidente, nesses momentos, a falta de médicos e profissionais da saúde para atender a demanda de pacientes.
A solução ideal para esse imbróglio é uma ação em conjunto, orquestrada pelas administrações municipal e estadual no intuito de garantir para a população vagas em hospitais. Para isso, deve haver uma boa comunicação entre o agente que solicita o pedido de internação e aquele que detém o número de leitos disponíveis. Somente assim a população ficará mais tranquila.