domingo, 29 de julho de 2012

Desordem

    O caos se instalou de vez na saúde pública de Bauru. A morte de uma jovem universitária de 22 anos expõe tal cenário lamentável. De acordo com familiares, o drama da moça começou no dia 19 de julho, quando ela se queixou de fortes dores abdominais. Ela, então, procurou o Pronto Socorro central, onde foi medicada e liberada logo em seguida. Porém, vendo que as cólicas não cessavam, a jovem foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento do Bairro Mary Dota. Lá, foi constatado a necessidade de internação. 
    A paciente foi encaminhada novamente para o unidade de saúde do centro da cidade, onde acabou falecendo por falta de vagas em hospitais públicos na cidade. Infelizmente naquela mesma semana outro óbito foi registrado pelo mesmo problema: um senhor de 76 anos, com suspeita de Gripe A (H1N1), não resistiu a demora pela busca de leitos.
   Esses dois casos absurdos trazem a tona a fragilidade administrativa do setor de saúde pública, tanto no âmbito municipal quanto estadual, uma vez que são eles os responsáveis pela ocupação dos leitos hospitalares. Triste constatar é que a população é a maior prejudicada. Isso se reflete nos corredores do Pronto Socorro central, tomados por intermináveis macas com doentes à espera angustiosa de uma solução para seus tormentos. Um cenário desumano.
    Enquanto isso, médicos e enfermeiros se comportam como verdadeiros heróis, tentando de qualquer maneira amenizar o drama daqueles que passam por lá. Também são vitimados pela desordem do sistema. Fica evidente, nesses momentos, a falta de médicos e profissionais da saúde para atender a demanda de pacientes.
    A solução ideal para esse imbróglio é uma ação em conjunto, orquestrada  pelas administrações municipal e estadual no intuito de garantir para a população vagas em hospitais. Para isso, deve haver uma boa comunicação entre o agente que solicita o pedido de internação e aquele que detém o número de leitos disponíveis. Somente assim a população ficará mais tranquila.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Responsabilidades

    Esta última semana que passou marcou o começo da corrida eleitoral municipal. Muitos candidatos saem à procura do eleitorado. Nessas horas, abraços com a população, visitas em estabelecimentos populares como padarias e flagrantes de possíveis prefeitos carregando crianças no colo são cenas frequentes de se ver. É o momento em que o postulante a um cargo de liderança pública se mostra mais próximo à população.
    Contudo, findas as eleições e a grande euforia que envolve esse evento, muitos desses líderes eleitos se trancam em seus gabinetes e se esquecem da população. Tal desprezo é percebido no abandono público que se nota nos primeiros anos da Administração municipal. Como resultado filas intermináveis em unidades de saúde, praças e parques mal cuidados, ruas e avenidas sem pavimentação ou com asfalto sem qualidade, falta de água em determinados bairros e a violência crescente saltam aos olhos da população.  
    Uma outra forma de pouco caso do poder público é quando o governo municipal privilegia um determinado bairro em detrimento de outro. Nesse caso, quem acaba sofrendo são os moradores da periferia que se sentem marginalizados por não terem o mesmo tratamento daqueles que residem em bairros mais próximos ao centro da cidade.
     Esses dois exemplos ilustram bem as falhas que podem ocorrer na gestão administrativa. Tais realidades refletem as escolhas equivocadas de alguns prefeitos eleitos, que escolhem seus secretários sem saber se estes estão habilitados a comandar determinado órgão municipal. Um servidor público que esteja à frente da secretaria da saúde, por exemplo, deve estar atento às necessidades da população como um todo. Para isso, ele deve exercer sua função com competência e zelo.   
   Porém, por interesses mal intencionados, quase sempre desfavoráveis à população, ou por uma certa inexperiência na vida pública, muitas vezes, nossos eleitos acabam escolhendo pessoas não gabaritadas para exercer determinadas funções.
    Cabe à população a responsabilidade de analisar bem as propostas que serão apresentadas pelos novos candidatos ao cargo municipal. Afinal de contas, serão eles que vão nos representar nos próximos quatro anos.
    
     

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ser gentil faz a diferença

    Uma campanha feita por uma emissora televisiva que atua no estado de São Paulo está mostrando como boas ações podem mudar o mundo. Emtitulada "Gentileza gera Gentileza", a série ensina que ajudar o próximo é uma das atitudes que podem fazer a diferença num mundo tão individualista em que estamos vivendo. 
    É uma pena perceber que pequenos gestos cortês estão sendo esquecidos para dar lugar ao desprezo e a indiferença. É difícil  ver nas ruas pessoas sendo solidárias umas com as outras, tendo um olhar misericordioso para seu próximo ou estendendo a mão para aqueles que no momento estão precisando. Até o simples ato de dar "bom dia" entre as pessoas está sendo esquecido.  
     Uma das causas de tal comportamento "nada amigável" é a correria cotidiana. Atualmente as pessoas se prendem em diversos compromissos e se fecham em seus mundos, onde o que mais importa é o que faz parte de suas vidas e nada mais. 
       Sabendo que a televisão é um meio importante para moldar o comportamento de um povo, essa campanha tem a importante responsabilidade de instruir a sociedade e torná-la mais humana.