domingo, 8 de janeiro de 2017

Matança

    A matança que ocorreu no dois presídios na região norte do Brasil, mais precisamente em Manaus e em Roraima, mostra o caos que está o sistema prisional brasileiro. No caso de Manaus, a proposta de permitir que familiares dos detentos pudessem passar os festejos de final de ano com eles pernoitando no local, talvez tenha sido louvável e humano. Contudo, deveriam ter avaliado se o presídio em questão comportasse um número tão elevado de pessoas. Resultado: um fluxo considerável de pessoas adentrando ao local e trazendo consigo todo o tipo de objeto seja legal ou ilegal Isso acabou incitando gangues rivais que, em um ambiente de superlotação que prevalece o ódio e a intolerância, acabaram se enfrentando causando a morte de centenas de condenados pela justiça ;
    Em Roraima o cenário de horror foi semelhante. No entanto, diferente de rixa ente facções rivais, quem estava a frente da matança  era integrantes do Primeiro Comando da Capital PCC que estavam concentrados no centro de detenção  Os números das duas tragédias  impressionam em Manaus foram 56 mortos, enquanto em Roraima, 33.
    O governo, diante dessa situação desumana resolveu agir:anunciou uma reforma estrutural no sistema prisional. A primeira medida adotada pelo governo será a construção de mais presídio para abrigar um número maior de presos. Contudo, tal iniciativa já foi aplicada no passado e o resultado não surtiu muito efeito. Presídios lotados infelizmente ainda é uma realidade dura de se constatar e casos de motim vira e mexe são noticiados; No ano passado, o Brasil teve quase 400 mortes violentas nos presídios. No topo desse rankim macabro está  o Ceará com 50 óbitos em centros prisionais.
   Não bastasse isso, em algumas localidades os próprios agentes carcerários facilitam esse sistema brutal, permitindo a entrada de armas e drogas para dentro dos presídios

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Carta de São Paulo no cenário político atual

    Outro dia na missa eu ouvi una leitura recomendando às pessoas aspirar as coisas do alto e não as coisas terrestres. Mais para frente o texto sugere para fazer morrer o que pertencer à terra. Entre os sentimentos negativos relatados nesse trecho da leitura, me chamou a atenção um: os maus desejos.
    Fiquei refletindo muito nessas duas palavras pesadas. Percebi, então, que o sistema político administrativo brasileiro é um celeiro de maus desejos. Basta você ver os noticiários e notar que diariamente se descobre algo de podridão nas administrações públicas/empresariais do país. Nesse círculo perverso, nem as empreiteiras escapam
   Seja ele como desvio de verba, enriquecimento ilícito, acordos políticos suspeitos ou  favorecimento ilegal esse câncer atrapalha e muito o desenvolvimento humano, social e político, fazendo despencar a colocação do país no ranking dos países mais honestos do mundo.
   Dando sequencia ao texto litúrgico, a leitura afirma: "já despojaste do homem velho e da sua maneira de agir, e vos revestestes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador". Esse é um momento de se pensar: no mundo político /administrativo: diante de tantas tentações que a pessoa pública encara em sua vida de servidor do povo, há alguma maneira de deixar uma vida cheia de desvio de conduta e se tornar um ser tomado de grandes virtudes humanas tal como seu grande Criador?  
    A impressão que tenho é que na política ou  em determinados setores empresariais não há espaço para as coisas celestes, tão citada no texto que eu ouvi na missa. Parece que entre a escuridão e a luz, muitos preferem ficar a sombra de suas próprias ruindades, ou pior, têm a falsa ideia de que estão traçando o caminho em direção à luz. Mal sabem eles que estão contaminados pelos interesses maldosos que estão por trás daqueles que querem plantar a desunião e a paz ao povo brasileiro. 
  

Deve ser por isso que a imagem de um político é tão manchada entre as pessoas.

terça-feira, 21 de junho de 2016

A grande mancha

    Esses dias atrás o governador em exercício do Rio de Janeiro Francisco veio a público expor a grave situação financeira que o estado fluminense está passando. Segundo dados revelados por ele, a dívida estadual passa das casas do dois milhões de reais e, se nada for feito, o estado entrará em colapso comprometendo serviços básicos da população como saúde e segurança, além dos festejos das olimpíadas do Rio.
     Diante esse quadro, o governador tomou uma atitude drástica: decretou estado de calamidade pública e solicitou um empréstimo de três bilhões à União. O Governo Federal cedeu ao pedido e, numa reunião com governadores de outros estados, firmou o acordo financeiro .
    Essa é mais um exemplo da irresponsabilidade que paira sobre as administração pública. e quem paga o pato é sempre o  cidadão que sente na pele a inércia dos serviços presados pelos entes públicos. Um exemplo disso é a greve dos servidores da saúde no estado do Rio. E os hospitais que já não estavam prestando serviço decente, se encontram numa situação caótica..
    O mais alarmante de tudo isso é o possível fiasco que pode acontecer nessas olimpíadas do Rio que irá acontecer no mês de agosto, ou seja, faltando menos de dois meses. Se isso acontecer, a imagem do Brasil, que já foi maculada com os frequentes casos de corrupção,  ficará manchada ainda mais.  

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Futuro incerto

    Nestes últimos tempos temos vendo o avanço do Zika Vírus em todo o canto do mundo, não poupando países  desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) no mês de fevereiro já eram registrados casos de transmissão em 34 países, sendo que 27 só na Améicca Latina e Caribe.
   Junto com o avanço da doença cresce também os casos de microcefalias em recém nascidos, aterrorizando mulheres em gestação. Segundo o Ministério da Saúde, entre outubro do ano passado e março desse ano, foram registrados casos em 944 bebês. Esta semana, cientistas americanos confirmaram a relação do Zika Vírus com a microcefalia.
    Percebe-se uma certa preocupação no bem-estar dessas crianças, já que muitos delas já  passam em tratamentos em clínicas especializadas às voltas de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e demais profissionais da saúde. Todos com a preocupação de tornar possível o desenvolvimento motor e cognitivo dos pequenos 
    A pergunta que  não se quer calar é: e quando essas crianças crescerem, o sistema de ensino estará preparado para recebê-las? Não é segredo para ninguém o despreparo de algumas escolas, tanto no que diz respeito a sua estrutura física , quanto a docente, em receber pessoas com qualquer tipo de deficiência, 
    Para  que isso não aconteça é necessário que as instituições de ensino se estruturam adequadamente para que elas possam dar todo apoio pedagógico necessário para essas crianças.

sexta-feira, 25 de março de 2016

As vozes

    Nestas últimas semanas temos acompanhado o desempenho pífio que a economia brasileira está vivenciando com o crescimento do desemprego e o enfraquecimento do setor industrial. Soma-se a isso ao poder de compra do brasileiro, cada vez mais deficitário..
     Em meio a esta crise, até agora sem precedentes, cresce as manifestações contra o sistema de governo. Vestidos de verde e amarelo e segurando bandeiras, os manifestantes gritam palavras de ordem contra a governo federal, o ex-presidente Lula e a presidente da república Dilma Rousseff,, a qual é  vista também como culpada pela situação difícil vividas no país. Para os líderes das manifestações, uma das saídas idealizadas por eles para acabar com a crise é o impeachment da presidente ou sua renúncia.
     Do outro lado do campo de batalha, surge um movimento a favor do governo. Os simpatizantes são contra o impeachment e a favor de Lula e do PT. Eles consideram o possível ato de impedimento da presidente um golpe político, além de defenderem, com unhas e dentes, o líder numero 1 do PT. Essa manifestação é apoiada pelos movimentos sindicais e sociais existentes no Brasil;
    Esses atos a favor e contra o governo Dilma pode ser interpretado de diversas maneiras. Primeiramente, é necessário notar que as duas forças que emergem nas ruas representam as duas classes sociais brasileiras: enquanto os que apoiam o impeachment podem ser classificados como os de classe A, B e uma considerável parcela do C, aqueles que apoiam o governo e reforçam o pensamento de um possível golpe aparecem pertencendo na classe D e E, ou seja, os mais necessitados na pirâmide do desenvolvimento humano.
     É interessante notar que  para esse grupo pro-governo parece que tudo está bem e que eles não sentem os efeitos da crise, que a cada momento coloca o país numa situação difíceis. Isso se reflete no número de diversas lojas no comercio das cidades que fecham suas portas à cada momento, demitindo seus funcionários por falta de clientes. É o famoso efeito dominó: se eu não ganho dinheiro suficiente fruto do meu trabalho, eu não compro; se eu não compro, dou prejuízo à loja; se a loja não tem lucro, quem paga o pato é o coitado do funcionário e sem funcionário, a loja não funciona.
    Seja qual for o resultado desse impasse político, o que se espera é que a economia brasileira volte a crescer, proporcionando ao povo brasileiro tranquilidades aos seus orçamentos.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Migração

FONTE DA FOTO:EDUCAÇÃO DE A a Z
    Em virtude da crise econômico vivenciada pela população brasileira muitas brasileiras, para cortar
gastos, estão optando em retirar seus filhos de centros de ensino particulares e transfirí-los para institucionais educacionais públicas.
     Só no Distrito Federal a rede pública recebeu 10 mil solicitações de novas matrículas a mais que em 2015. Já no Rio de Janeiro, pelo menos 40 mil alunos não vão renovar matrículas na rede privada.  Há de se refletir se tais instituições estão realmente preparadas para receber os novos estudantes. É fato que a realidade de alguns centros de ensino públicos são questionáveis. Materiais didáticos deficitários, corpo docente desmotivado e escolas com estrutura física comprometida são barreiras que impedem os alunos de receber uma educação de qualidade.
    Soma-se a isso a qualidade questionável da merenda que as escolas recebem do poder público ou que, em situações extremas, não são contempladas pela entrega dos alimentos. É necessário um novo olhar para a educação pública no país. Só assim esses novos alunos da rede pública terão um suporte sólido de conhecimentos para enfrentar um futuro cheios de oportunidades.

domingo, 22 de novembro de 2015

Bem-querer

     Esse dias atrás, ouvi na homilia do padre da paróquia que frequento que o ser humano tem que praticar atos de bondade para seu próximo. Nas palavras do sacerdote, para que isso aconteça, a pessoa tem que sentir a presença de Deus no mais íntimo de sua alma. É a atitude cristã tendo como base o bem-querer entre os povos.
    Fazendo uma co-relação com o nosso sistema político brasileiro, percebemos que, em algumas circunstâncias, essa não é a máxima de certos homens públicos. Isso se explica, haja vista  que muitas vezes a política brasileira se mostra envolvida em diversos casos de más condutas vindo daqueles que deveriam zelar pelo bem comum da sociedade.
   Nesse círculo vicioso, interesses particulares acabam prevalecendo sobre interesses  coletivos, como aconteceu com aquela prefeita da cidade de Bom Jardim-MA que desviava verba de seu município para  ostentar uma vida de luxo, deixando a população à mingua, sem acesso a um sistema escolar e de saúde adequado.
    A função de um político é algo nobre pois ele é um líder que nos representa em nossas necessidades. Nesse sentido, o cerne de sua índole deve estar sempre vinculado às atitudes bondosas, o que resulta em bondade. Mas, par isso, é preciso que ele não se deixe influenciar pelas atitudes más que possam surgir em seu caminho político..
     Exemplos de atitudes más existem aos montes aqui conchavos políticos, acordos suspeitos, superfaturamentos de obras, lobbies tendenciosos, etc. É necessária uma postura política correta com a prática do bem comum e não contaminada por estas práticas abomináveis.