Essa semana, fomos surpreendidos por uma noticia impactante.vinda de uma escola municipal localizada na cidade de Sumaré. Cansada da indisciplina de um aluno de 12 anos, uma professora, através de um bilhete escrito à mão, orienta ao pais darem cintadas e varadas para educá-lo. Segundo informações, o adolescente, que cursa a quinta série, sofre de dificuldade de aprendizagem há dois anos e passa por tratamento psicológico. Além disso, o garoto é vítima de bulling dos demais colegas.
Parece que a cada dia que passa as pessoas não conseguem conviver com as diferenças e acabam agindo de maneira irracional. Um profissional da área educacional deveria saber que em seu ofício ele lidará com diversos públicos infantis que apresentam vários tipos de comportamento. Tal como existem aquelas crianças que são pacatas, existem aquelas que são agitadas e, por vezes, briguentas. Pela lógica, o que molda a personalidade dos pequeninos é o ambiente onde eles estão inseridos. Dentro desse contexto, a convivência com os pais assim como, os círculos de amizade são definitivos na construção do caráter de um indivíduo.
Contudo, parece que a educadora não dá a mínima para esse argumento. Num determinado trecho do bilhete, ela ainda insulta os profissionais que atuam na área da psicologia. Um comportamento que não condiz a um profissional que tem a responsabilidade de transmitir conhecimento e, acima de tudo, valores humanos. Professores estão lá para ensinar e, de certa maneira, passar noções de bom comportamento social. Mesmo assim, cabe ao pais a forma ideal de educar seus filhos.
Quanto ao bulling, tal atitude selvagem pode trazer traumas irreversíveis para quem é vítima. Por causa da intolerância praticada principalmente em ambientes escolares, muitas crianças preferem se isolar, sentindo a tristeza de não serem aceitas na sociedade. Não são raras histórias de pequeninos que começaram a ter problemas no convívio familiar e escolar por causa dessa prática maldosa .
Um dado preocupante é que cada vez mais surgem casos de brigas na escola envolvendo crianças e adolescentes. Nessas rodas de tortura, a impressão que temos é que os envolvidos sentem prazer em ver a vítima ser humilhada. Uma triste constatação. É preciso agir rápido.