quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ações impensáveis e suas consequências

    Essa semana, fomos surpreendidos por uma noticia impactante.vinda de uma escola municipal localizada na cidade de Sumaré. Cansada da indisciplina de um aluno de 12 anos, uma professora, através de um bilhete escrito à mão, orienta ao pais darem cintadas e varadas para educá-lo. Segundo informações, o adolescente, que cursa a quinta série, sofre de dificuldade de aprendizagem há dois anos e passa por tratamento psicológico. Além disso, o garoto é vítima de bulling dos demais colegas.
    Parece que a cada dia que passa as pessoas não conseguem conviver com as diferenças e acabam agindo de maneira irracional. Um profissional da área educacional deveria saber que em seu ofício ele lidará com diversos públicos infantis que apresentam vários tipos de comportamento. Tal como existem aquelas crianças  que são pacatas, existem aquelas que são agitadas e, por vezes, briguentas. Pela lógica, o que molda a personalidade dos pequeninos é o ambiente onde eles estão inseridos. Dentro desse contexto, a convivência com os pais assim como, os círculos de amizade são definitivos na construção do caráter de um indivíduo.
    Contudo, parece que a educadora não dá a mínima para esse argumento. Num determinado trecho do bilhete, ela ainda insulta os profissionais que atuam na área da psicologia. Um comportamento que não condiz a um profissional que tem a responsabilidade de transmitir conhecimento e, acima de tudo, valores humanos. Professores estão lá para ensinar e, de certa maneira, passar noções de bom comportamento social. Mesmo assim, cabe ao pais a forma ideal de educar seus filhos.
   Quanto ao bulling, tal atitude selvagem pode trazer traumas irreversíveis para quem é vítima. Por causa da intolerância praticada principalmente em ambientes escolares, muitas crianças preferem se isolar, sentindo a tristeza de não serem aceitas na sociedade. Não são raras histórias de  pequeninos que começaram a ter problemas no convívio familiar e escolar por causa dessa prática maldosa . 
    Um dado preocupante é que cada vez mais surgem casos de brigas na escola envolvendo crianças e adolescentes. Nessas rodas de tortura, a impressão que temos é que os envolvidos sentem prazer em ver a vítima ser humilhada. Uma triste constatação. É preciso agir rápido. 
 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mar de gente

    É notório o grande problema vivido no trânsito de grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo. Lá, por sinal, a tensão e, quase sempre, o stress se fazem presentes nas principais ruas e avenidas. Se torna uma tortura dirigir nessas vias em determinadas horas do dia. Há um aumento significativo do número de veículos circulando nas cidades, sejam elas metrópoles ou não. Como consequência, uma fila imensa de carros parados entopem a malha viária.
    A resolução desse problema passa pelas pequenas atitudes que podem fazer a diferença como deixar o carro na garagem e usufruir do transporte público. Para tanto, tal sistema deve ter seu funcionamento eficaz, o que na pática, não acontece. Milhares de pessoas utilizam todos os dias meios coletivos para irem a seus empregos. Alguns chegam a passar duas horas para percorrer o itinerário de casa para o serviço.
    Normalmente, são pessoas que moram na periferia e trabalham no centro da cidade. Em São Paulo, por exemplo, muitos que moram na zona leste são obrigados a percorrer uma distância significativa para chegar ao trabalho, no coração da metrópole. O resultado dessa rotina são ônibus e trens de subúrbio lotados, como também pessoas em estação do metrô tentando  pegar a próxima condução de forma violenta, agindo como se fossem selvagens. Nestas situações, infelizmente, vale a lei do mais forte.
    Vários são os caminhos que levam à solução desse problema. Um deles está ligado a geração de emprego. Isso por que se as pessoas estivessem empregadas próximas da região onde residem, não necessitariam se deslocar em grandes distâncias para chegar ao serviço. Tal realidade esvaziaria, a olhos vistos, as plataformas de embarque de trem e metrô, como também os terminais urbanos, evitando dessa maneira o tumulto gerado pelo excesso de pessoas nesses locais. Mas, para isso acontecer, é preciso que as empresas instaladas nessas regiões populosas supram a demanda de desempregados.  
    Outra iniciativa que pode fazer a diferença é o aumento da frota tanto de ônibus como de metrôs e trens de subúrbios para atender a necessidade da população. Para se tornar eficaz esse sistema, é preciso a capacitação de profissionais que zelem pelo bom funcionamento da logística do transporte público.  
   O que se percebe é que o poder público está tentando resolver esse problema. Contudo, falta organização no sistema, como um quadro de horário eficiente que atenda a demanda e uma maior orientação do fluxo de pessoas que usufruem tanto das estações  quanto dos terminais urbanos.
    

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Polêmica no ar

   Dia 30 de junho será realizado em Bauru a primeira Marcha da Maconha. O movimento está sendo organizado por meio das redes sociais. Segundo dados divulgados pela imprensa local, mais de 600 pessoas já confirmaram presença no evento. A  ideia dos manifestantes é chamar a atenção das autoridades para a legalização e descriminalização da maconha, além de acabar ou amenizar o preconceito com os usuários.
   Para polemizar ainda mais as discussões sobre o assunto, a Comissão de juristas que discute mudanças no código penal aprovou, na semana passada, a descriminação do uso e o plantio de drogas.  Se a proposta passar pelo congresso, deixa de ser crime plantar, comprar, guardar ou portar qualquer tipo de droga para uso próprio.
   Estamos vivendo uma inversão de valores. Há um tempo atrás, se considerava perigoso para a sociedade o uso contínuo de algumas substâncias, diga-se de passagem, ilícitas como a própria maconha ou outras drogas mais pesadas. Na Holanda, por exemplo, existem lojas especializadas para a venda de tais produtos, assim como lugares que são permitidos o consumo dos mesmos.
   A questão está nos efeitos à saúde que essas drogas podem causar a longo prazo. Segundo dados divulgados no site Psicologia e Saúde, o consumo da maconha em demasia, por exemplo, pode reduzir a capacidade de memorização e aprendizado de uma pessoa Outros fatores de risco causados pela erva são problemas físicos como vermelhidão nos olhos, ressecamento na boca, além de taquicardia. Normalmente quem faz o uso da maconha eleva seus batimentos cardíacos de 60-80 para 120-140 batidas por minuto. Sendo assim, a probabilidade de ela ter um ataque do coração é muito alta. O site também alerta que, devido à exposição permanente a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória.   
   Analisando essa realidade, o governo estaria preparado para cuidar desses novos doentes? A administração pública já gasta milhões em reais todos os anos para cuidar de doenças causadas pelo consumo do cigarro como a enfisema pulmonar, câncer na próstata, impotência sexual, má circulação sanguínea, além de outros males.       
   A realidade mostra que os usuários de drogas, como aqueles que consomem a maconha, estão buscando o direito de ter seu lugar ao sol. Cabe agora ao governo saber lidar com esse novo cenário

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Falta de Perspectiva

    Uma cidade que se prese deve zelar pelo bem estar de seu habitantes. No entanto, parece que nossos líderes municipais não se importam muito com isso. Um triste episódio noticiado no município de Marília ilustra bem esse descaso.Lá, 34 famílias do bairro Santa Antonieta 2, em uma área conhecida como "Linhão", estão sendo obrigados a deixar suas casas por causa da rede de transmissão de energia elétrica.
   A decisão partiu da  juíza Jaqueline Bredariol que levou em consideração os perigos que estas famílias corriam residindo naquele local uma vez que as casas foram construídas em meio a fiação elétrica, colocando a população local sob risco de choques elétricos.  Além disso, o bairro sofre frequentes inundações consequentes das fortes tempestades. A Defensoria Pública agora exige que a prefeitura inscreva os moradores do Linhão em um programa de desenvolvimento urbano.
    É notável a falta de planejamento urbano que houve dos governos anteriores para resultar nesta desfavorável situação do moradores mariliense. A verdade é que eles não deveriam ter permitido que famílias construíssem suas casas naquele local. Há outras maneiras de resolver a problemática da moradia. Uma delas é construir casas populares. A pergunta que se faz é por que a prefeitura de Marília  não pensou nessa possibilidade quando percebeu que famílias estavam erguendo suas construções naquele local de risco? E agora, como é que ela vai fazer para transferir esses moradores em uma área mais segura? Esperemos que esse problema seja resolvido logo.