sexta-feira, 8 de junho de 2012

Polêmica no ar

   Dia 30 de junho será realizado em Bauru a primeira Marcha da Maconha. O movimento está sendo organizado por meio das redes sociais. Segundo dados divulgados pela imprensa local, mais de 600 pessoas já confirmaram presença no evento. A  ideia dos manifestantes é chamar a atenção das autoridades para a legalização e descriminalização da maconha, além de acabar ou amenizar o preconceito com os usuários.
   Para polemizar ainda mais as discussões sobre o assunto, a Comissão de juristas que discute mudanças no código penal aprovou, na semana passada, a descriminação do uso e o plantio de drogas.  Se a proposta passar pelo congresso, deixa de ser crime plantar, comprar, guardar ou portar qualquer tipo de droga para uso próprio.
   Estamos vivendo uma inversão de valores. Há um tempo atrás, se considerava perigoso para a sociedade o uso contínuo de algumas substâncias, diga-se de passagem, ilícitas como a própria maconha ou outras drogas mais pesadas. Na Holanda, por exemplo, existem lojas especializadas para a venda de tais produtos, assim como lugares que são permitidos o consumo dos mesmos.
   A questão está nos efeitos à saúde que essas drogas podem causar a longo prazo. Segundo dados divulgados no site Psicologia e Saúde, o consumo da maconha em demasia, por exemplo, pode reduzir a capacidade de memorização e aprendizado de uma pessoa Outros fatores de risco causados pela erva são problemas físicos como vermelhidão nos olhos, ressecamento na boca, além de taquicardia. Normalmente quem faz o uso da maconha eleva seus batimentos cardíacos de 60-80 para 120-140 batidas por minuto. Sendo assim, a probabilidade de ela ter um ataque do coração é muito alta. O site também alerta que, devido à exposição permanente a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória.   
   Analisando essa realidade, o governo estaria preparado para cuidar desses novos doentes? A administração pública já gasta milhões em reais todos os anos para cuidar de doenças causadas pelo consumo do cigarro como a enfisema pulmonar, câncer na próstata, impotência sexual, má circulação sanguínea, além de outros males.       
   A realidade mostra que os usuários de drogas, como aqueles que consomem a maconha, estão buscando o direito de ter seu lugar ao sol. Cabe agora ao governo saber lidar com esse novo cenário

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