quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Estender as mãos

    Nesse domingo a temática da liturgia católica foi a doação ,ou seja, o ato de se doar para o próximo, se entregando de corpo e alma, num gesto misericordioso. Na leitura, encontrada no evangelho de Mateus, capítulo 25 versículo de 31 a 46, Jesus nos ensina a sermos generosos com o nosso semelhante, acolhendo esse irmão com todo o coração, atendendo este em toda a sua necessidade. No mesmo  trecho, Cristo alerta o povo, dizendo que toda vez que não estamos dispostos a estender nossa mão aos necessitados, é a ele que estamos negando nossa solidariedade.  Eis um belo trecho que devemos levar para a nossa vida.
    Fazendo um paralelo com nosso o cenário políticoadiministrativo atual, será que nossos líderes públicos estão colocando em prática tais ensinamentos? E quando falo em líderes públicos não me refiro apenas ao nossos políticos, mas também às empresas que auxiliam o governo indiretamente na realização de obras que tem como objetivo o bem comum.
    O caso de corrupção envolvendo a Petrobrás com a maioria das empreiteiras do Brasil é mais um capítulo vergonhoso mau uso do dinheiro público.  O que impressiona é o envolvimento de grandes empresas do ramo, como a Camargo Correia e a Andrade Gutierrez, nesse lamaçal de irregularidades. Empresas que tiveram suas reputações corrompidas pelas más atitudes. É difícil pensar que essas mesmas empreiteiras são  responsáveis pelo andamento de outras obras de grande valor no Brasil.
    Quando se fala em estender a mão ao nosso semelhante, entende-se uma atitude fraterna, onde o que importa é o bem alheio. Quando uma empresa ou um governo desvia dinheiro,, finaliza uma obra pública  a toque de caixa ou não dá a devida atenção às mazelas do povo, indiretamente não está se importando com o bem estar da população e, assim, sendo omisso. A omissão é uma forma da indiferença do poder público com as pessoas. Temos que mudar essa realidade.