segunda-feira, 24 de junho de 2013

Internet e Manifestações

   
FONTE DA IMAGEM:REVISTA ESPÍRITO LIVRE
As manifestações que se espalharam Brasil à fora teve uma poderosa aliada,, tanto na divulgação dos eventos, como na convocação para os protestos: a internet.. Fazendo uso da ferramenta virtual, através de mídias sociais como Facebook e o Twiter, o chamado aos movimentos obteve grandes proporções, atingindo diversos estados brasileiros. 
    Para alguns estudiosos, esse novo perfil dos protestos mostra uma mistura confusa e conflitante de pessoas e mensagens. A internet acabou reunindo várias vozes em um único protesto.
     Com isso, os pedidos de mudança começaram a ter um novo contorno: a população, além de lutar contra as altas tarifas no transporte público, traziam outras reivindicações como melhorias para a saúde, educação e a polêmica proibição da PEC 37 que limita a atuação do Ministério Público na investigações em casos de corrupção.
     A relação internet e manifestações pode direcionar os protestos a uma situação tensa, como  aconteceu nessas passeatas, quando o movimento fez surgir também um novo grupo mais radical que usam a violência para causar o caos nos movimentos. Isso se deve ao poder de persuasão da internet que coloca uma mensagem ao alcance de todos, sejam eles cidadãos ou arruaceiros. Nesse sentido, as ruas são tomadas por um movimento fora de controle.
    O uso da internet em movimentos populares é louvável. Porém, é preciso fazer algumas ressalvas. É primordial que os organizadores dos protestos tenham o controle dos manifestos que pretendem fazer,  mesmo que isso, às vezes, seja difícil diante o universo dimensional da internet. Com essa ação, os protestos  seguirão com uma certa tranquilidade  pelas ruas das cidades.  
      

sábado, 15 de junho de 2013

Atos Violêntos

     Uma praça de guerra. É assim que está se tornando a área central da cidade de São Paulo. O motivo de toda essa violência é o aumento da passagem de ônibus na capital paulista. Em nome do direito de usufruir do transporte público com um preço justo, muitos manifestantes depredaram diversos patrimônios públicos e privados, picharam ônibus, além de causar terror na sociedade.  
     Em resposta aos atos de vandalismo, a Polícia Militar entrou em ação com suas tropas. O que seria uma forma de acabar de vez com a baderna se transformou em uma ação desmedida de mais violência. Sem saber identificar adequadamente quem são os verdadeiros responsáveis pelo caos urbano, a tropa policial exagerou na brutalidade e acabou usando a força contra todos aqueles que estavam no protesto.
    O resultado foi pessoas inocentes atingidas pela ação da PM. Digo inocentes porque, embora estivessem entre os manifestantes, não participaram da barbárie. Para piorar a situação, muitas pessoas que não tinham nada a ver com os protestos, ficaram no meio do "fogo cruzado",  num ciclo de angústia e medo que parecia sem fim.
   O confronto teve repercussão internacional. Os mais importantes jornais mundiais criticaram a ação violenta, tanto dos manifestantes quanto da polícia. Diante das notícias negativas em relação aos policiais, o governador de São Paulo Geraldo Alkmim saiu em defesa da corporação. Para ele, o Estado apresenta uma  polícia preparada para situações de risco à população.  Considerando a Polícia Militar paulista a melhor do Brasil, o governador, porém,  ressaltou que atos abusivos vindos de policiais na operação serão apurados através da corregedoria.
    Vindo em contramão dos argumentos do governador, o prefeito Fernando Haddad afirmou que houve uma ação violenta vinda das tropas, o que acabou agravando ainda mais a situação. Na ação policial, até profissionais da imprensa, que estavam cumprindo seu dever de informar, firam atingidos por balas de borracha.
   Todo esse caos poderia ter sido evitado se algumas pessoas não tivessem começado a agir como verdadeiros vândalos, destruindo tudo o que viam pela frente. É uma parcela da população que, pela lógica, não mereceria nenhum tipo de benefício. Mesmo porque, pessoas civilizadas não promovem quebra-quebra para fazer valer seus direitos.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Impunidade Irraigada

   
O ano passado foi muito significativo para o combate à corrupção. Num dos julgamentos mais longos do país, um total de quatro meses e meio, foram condenados os principais envolvidos no caso do mensalão.  Para julgar o imbróglio, foram escolhidos os mais gabaritados magistrados, contando com o jurista Carlos Ayres Brito até o diplomado Luiz Fux - um total de onze juízes
    Depois de muitas discussões acaloradas e divergências entre os mestres da lei, foi dado o veredito: a condenação dos principais envolvidos no escândalo. José Dirceu foi condenado a 18 anos de reclusão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Pelo mesmo motivo foram acusados José Genuíno e Delúbio Soares.. Cada um cumprirá a mesma pena dada a Dirceu.. Já  Marcos Valério, condenado por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha,  passará mais de 50 anos na cadeia. 
    Passado praticamente seis meses da conclusão do veredito, até o presente momento nem os principais  "cabeças" e nem os coadjuvantes do esquema foram presos. Uma vergonha para um país onde a corrupção é a principal barreira para o desenvolvimento. Para se ter uma ideia, a falta de recursos vindos para a saúde, por exemplo, emperra a reforma em  hospitais públicos. 
Na área da educação, os desvios de verbas não permite a evolução estrutural e funcional do ensino no país. Com toda essa deficiência no sistema de prestação de serviço, quem é o principal prejudicado é o cidadão comum, que não esconde a insatisfação de ver a inoperância do sistema.
    Bem disse o ministro Celso de Melo sobre o tema: "A corrupção prejudica a capacidade das nações de  prosperar e de crescer". Esse pensamento deveria servir como mantra para todos os governos que têm como foco principal o bem estar da população. Infelizmente, por causa de interesses políticos, a impunidade reina e muitos condenados por corrupção ainda estão soltos. Até quando?