terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um caso difícil de esclarecer

FONTE DA IMAGEM: BANDNEWSCURITIBA.COM
    Quando há algum problema grave de saúde em nossa família, seja lá por qual motivo, a melhor alternativa para o tratamento é a internação em um hospital. São nesses locais que esperamos encontrar pessoas capacitadas  para cuidar de nossos doentes:  profissionais que tem a responsabilidade de zelar pela total recuperação daqueles que estão internados. É uma pena que muitos desses cuidadores não tem como máxima esse abençoado dever.
    O que aconteceu na  UTI do Hospital Evangélico de Curitiba choca pela frieza e indiferença que a médica  Virgínia Helena Soares de Sousa tratava seus assistidos. Segundo relatos de pacientes internados e seu familiares, ela costumava desligar os aparelhos conectados aos acamados (grande parte pacientes vindos do SUS) para encurtar suas vidas e dar lugar para doentes vindos de planos particulares e conveniados. Houve relatos de acamados que pediram para sair da Unidade de Terapia Intensiva com receio de serem as próximas vítimas.
    Outra denúncia grave vem de colegas que trabalhavam com a médica. De acordo com eles, a funcionária  era ríspida e autoritária com a equipe, chegando, em certos momentos, a ter comportamentos agressivos.  A mídia divulgou o depoimento de alguns funcionários do hospital. Eles afirmaram que a profissional, em determinada hora do expediente, tratava seus subalternos com apitos sonoros, além de coagi-los a desligar os aparelhos ligados aos pacientes.
    Em resposta às denúncias, o a diretoria do hospital saiu em defesa da médica, dizendo que ela tinha especialização adequada para trabalhar em Unidades de Terapia Intensiva, além de não oferecer risco algum aos pacientes.  Já o advogado  da profissional, Elias Assad, ressalta que tais acusações não foram provadas e que, por isso, não há elementos que configurem a existência de homicídio qualificado. O defensor jurídico do Evangélico vai além: ele avaliou como policialesca e midiática a operação de prender a médica, dentro das dependências do hospital.
      Percebe-se que há um conflito de informações. De um lado, há a denúncia e os supostos envolvidos e do outro, aqueles que defendem veemente a condenada. O fato é que há tempos tais fatalidades estão ocorrendo com uma certa frequência no Hospital Evangélico e a cada dia aparece uma novo relato de pacientes que foram vítimas da médica.      
   












sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A sábia hora de parar

    Há quatro dias, o mundo se surpreendeu com a renúncia do principal líder da igreja católica. Muitas foram as especulações sobre o que poderia ter levado o pontífice a tomar tal atitude. As principais seriam a saúde já bem fragilizada de Joseph Ratzinger e sua idade avançada. Nos últimos tempos ele demonstrava, para seus fiéis, que aquele vigor que  demontrava nos primeiros anos de papado já não o acompanhava mais. Algumas fontes do Vaticano afirmam que ele, ao longo de sua caminhada papal, sofreu algumas quedas e queixava de dores nas articulações que o limitavam muitas vezes em suas funções.   
     Se considerarmos que a função de um Papa exige força física e mental, em outras palavras, vitalidade, pode-se dizer que foi um equívoco o Vaticano ter eleito Ratzinger sucessor de João Paulo II em 2005. Na época, Bento XVI estava com 77 anos, uma idade já considerada avançada para assumir uma responsabilidade enorme que é representar a igreja católica frente ao mundo.
     O catolicismo deve lançar um novo olhar para as recentes mudanças que estão ocorrendo. Para isso, o ideal é que seu novo líder tenha uma visão aberta sobre assuntos polêmicos que atrapalham o crescimento da igreja. Em suma, deve dar uma resposta firme que conforte seus seguidores em assuntos como família, relações interpessoais, aborto, etc. Numa declaração feita dias após Bento XVI ter renunciado, o arcebispo de Aparecida Dom Raimundo Damaceno afirmou que a igreja deve ser conduzida sempre com um olhar voltado para o futuro.
    O fato é que um momento de transição e de mudança está por vir. A escolha de um novo líder religioso pode trazer um novo ânimo para o cristianismo.
  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Onde estão os responsáveis?

     Domingo passado o país chorou uma tragédia anunciada. Mais de 200 jovens perderam suas vidas em um momento que deveria ser de celebração, de alegria e de descontração. A tragédia na Boate Kiss nos fez refletir até onde vai a responsabilidade do ser humano para com o bem-estar de seu próximo.
     Analisando cuidadosamente os fatos divulgados na imprensa, percebe-se uma sucessão de erros. Dos bombeiros, por não terem fiscalizado adequadamente o recinto evitando riscos de incêndio, da prefeitura,  por liberar o alvará de funcionamento da Boate Kiss, dos empresários da citada casa noturna, por permitir que se fizessem shows pirotécnicos dentro de um ambiente fechado sabendo que a casa noturna não oferecia segurança adequada para seu funcionamento e, finalmente, do conjunto musical, por ter tido a irresponsabilidade de usar fogos de artifício durante a sua apresentação.
     De acordo com Moacyr Duarte especialista em gerenciamento de riscos, planejamento de emergência e catástrofe, o alvará de funcionamento de uma casa noturna deve ser aplicado numa ação conjunta composta de três órgãos que seriam responsáveis por essa função: a Vigilância Sanitária, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura. Tais pareceres (conclusões das avaliações feitas), segundo o profissional, devem estar de acordo com a vistoria de tais instituições públicas o que, infelizmente, não ocorreu nesse triste episódio.
     É lamentável comprovar que tragédias como esta podem ocorrer em outras  partes do país. Na capital paulista, por exemplo, foram interditadas algumas casas noturnas. Em Curitiba uma  boate situada em um bairro nobre da cidade teve suas portas fechadas por falta de segurança. Problema também detectado no Rio de Janeiro, onde fiscais estão agindo com rigor.
      Mas por que só agora que as autoridades resolveram agir? Tinha que ocorrer essa catástrofe para alguma atitude ser tomada? A fiscalização de locais públicos que concentra uma grande quantidade de pessoas deve ser uma constante em se falando em segurança pública. O que nos resta agora é torcer para que tragédias como essa não aconteçam mais e rezar para que Deus console essas famílias.