quarta-feira, 24 de julho de 2013

Melhorias para a saúde

     O clamor da população por melhorias na saúde, uma das bandeiras empunhadas em protestos feitos em junho, fez o governo tomar uma decisão quanto à falta de médicos em regiões distantes no país: a contratação de profissionais estrangeiros através do programa federal Mais Médicos. Para tanto, eles terão que passar por uma prova que reavaliará se estarão aptos a atuar nesses locais.
    Em sinal de protesto, as principais categorias médicas criticaram o novo programa. Segundo os movimentos, o fato de não haver interesse de médicos em atuar em localidades remotas se deve ao fato de não haver recursos físicos nem econômicos nessas regiões para uma assistência de saúde dígna à comunidade.     
    Esse argumento faz algum sentido. O que adianta contratar médicos estrangeiros e deslocá-los para regiões carentes, se esses localidades não dão suportes adequados para eles atuarem? Além disso,  se realmente a falta de estrutura em hospitais e santas casas afugentam os médicos do país, basta a administração injetar mais investimentos no setor, reformando instituições de saúde e construindo outras mais, se for necessário. 
     Esse, talvez, seja o caminho da conciliação entre as categorias médicas e a administração pública e uma forma de atrair médicos formados em nosso país, sem a necessidade da contratação de profissionais estrangeiros.      

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Repúdio

   
FONTE DA IMAGEM:FACEBOOK.COM
Algo que ficou evidente nessas manifestações que tomaram as ruas do país foi a indiferença da população com os partidos políticos quando algumas agremiações quiseram fazer coro aos movimentos populares. Com cartazes condenando a participação, os manifestantes praticamente expulsaram aqueles que levantavam bandeiras que faziam qualquer alusão a organizações políticas. Nos conteúdos das mensagens empunhadas com fervor, frases como "FORA PARTIDOS POLÍTICOS!" e "PARTIDOS POLÍTICOS NÃO ME REPRESENTAM!" . 
    Cabe aqui uma reflexão. A insatisfação expressa do povo para com os partidos políticos acende a luz de alerta nessas organizações, significando alguma coisa errada nessa relação, hoje desgastada, entre povo e política. Resultado da inercia daqueles que representam a população, os homens públicos, frente as necessidades do povo. 
    Grande parte da culpa de tal relação de repúdio entre povo e partidos políticos é a corrupção, esse câncer irraigado na sociedade brasileira que emperra o desenvolvimento de qualquer nação. Não que a sociedade brasileira não tenha evoluído. Muitas famílias, vindas das classes mais pobres, realmente mudaram seus padrões de vida, adquirindo bens que antes não  imaginavam ter como eletrodomésticos e automóveis. Contudo, os serviços públicos continuaram sem qualidades, caso dos transportes públicos, da rede de saúde e o policiamento nas ruas.
    É o que pensa o sociólogo e crítico em temas sociais Giampaolo Baiocchi,. Para ele, no momento em que os índices sociais começam a melhorar, a sociedade fica mais exigente. Pensamento compartilhado pelo consultor político João Santana. Ele vai além: afirma que "da porta pra dentro" a vida do brasileiro melhorou com o aumento de emprego, da renda e do consumo, não podendo dizer o mesmo "da porta pra fora" com o crescimento da criminalidade, a piora do trânsito e do transporte público.
    É necessário que os homens públicos façam uma profunda análise nessa repulsa vinda da população para com os partidos políticos e encontre formas de mostrar uma nova faceta de tais agremiações, mais voltadas aos apelos sociais. É assim que se constrói uma administração pública eficiente.