sábado, 21 de dezembro de 2013

Padrão de vida e satisfação

     
Uma pesquisa inédita feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o IBOPE trás uma visão positiva sobre a melhoria de vida das famílias no país. Segundo o estudo, intitulado Retratos da Sociedade Brasileira: Padrão de Vida, 63% da população consideram que hoje em dia é mais fácil evoluir na condição social do que há dez anos atrás. O levantamento aponta que é na região nordeste do país que mais se percebe essa situação.
    O gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, comemora o resultado. Para ele, é visível a melhora no padrão de vida da sociedade. De acordo com o documento, 94% da população estão em paz com a vida familiar e 69% com a vida financeira.
     É notável que a vida da população brasileira melhorou, principalmente no que diz respeito ao seu poder de compra. Cada vez mais as pessoas conseguem adquirir bens que, num passado, não muito distante, não imaginariam ter. Isso foi resultado de uma maior distribuição de renda e abrangência dos programas sociais..
    Contudo, os serviços oferecidos pela administração pública não acompanharam tal evolução. Isso se percebe nas péssimas estruturas oferecidos no transporte coletivo e num sistema de saúde deficiente. Exemplos dessa indiferença para com as necessidades da população não faltam. Em prontos socorros, por exemplo, corredores abarrotados de pacientes retratam o sucateamento do sistema de saúde .
     Em relação ao oferecimento de transporte público de qualidade à população, a proposta muitas vezes fica apenas no discurso eleitoreiro. Um imenso desrespeito para com o cidadão que paga impostos e exige um tratamento exemplar. 
     Essa atitude vinda dos governos municipal, estadual e federal faz com que a população se revolte contra o sistema e a evolução do padrão de vida da família brasileira se torna um pingo d'água em meio a tantas reclamações vindas da população.
    Para um gestão pública de qualidade é necessário que as ações governamentais consigam ir ao encontro dos anseios da população. Somente assim a satisfação dos brasileiros será maior. 
    
      

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Verdades e Boatos

   
 O profissional de jornalismo tem uma responsabilidade muito importante: informar a sociedade sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Para tanto, ele usa algumas técnicas que o auxiliam nessa empreitada. Entre esses recursos, os que considero mais relevantes são a questão da noticiabilidade, ou seja, o valor notícia, e a agenda setting (quando um determinado tema tem prioridade de divulgação na grande imprensa), cada qual com sua importância.
     No entanto, questões externas como pressões políticas, econômicas e sociais, em outras palavras, atividades de lobby, podem prejudicar, ou favorecer, o desenvolvimento do material jornalístico no que diz respeito à sua  veracidade. Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre da internet, um dos objetivos da atividade de lobby é interferir diretamente nas decisões do poder público. Quase sempre, nessas situações, há duas hipóteses: ou prevalecem interesses particulares frente aos do cidadão, ou, em nome da transparência, se objetiva chegar a uma situação que possa apontar erros cometidos por pessoas públicas e, assim, lutar por uma sociedade menos corrupta.  
     É preciso fazer uma análise criteriosa sobre cada caso, mesmo porque, a honra e a dignidade do homem público está sendo colocada em cheque. Quando, no episódio da Máfia dos Cartéis nos governos do PSDB, um ex-diretor da empresa alemã Siemens acusou políticos da oposição de receber propina para favorecer a multinacional a ganhar contratos do Metro e da CPTM, os jornais não exitaram em publicar tais declarações. Figuras públicas como José Aníbal e Aluísio Nunes Pereira (ambos do PSDB), Arnaldo Jardim (PPS) e Rodrigo Garcia (DEM) tiveram seus nomes envolvidos nesse escândalo.
    A pergunta é: será que tais figuras públicas são realmente culpados por esse episódio vergonhoso? Todos os fatos foram baseados em um documento enviando ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que, por sua vez, encaminhou o relato à Polícia Federal de São Paulo. Conclui-se que o órgão ainda está investigando a autenticidade da informação. 
    Por outro lado, os informativos deram espaço para a defesa dos acusados. Todos eles negam a participação no esquema. Mesmo assim, a imagem desses homens públicos já ficou manchada por essa suposta atividade ilícita 
    Se pensarmos que todo jornalista deva ser pesquisador incansável em busca da verdade do fato (entenda-se como verdade o argumento que mais se aproxima do fato relatado), era de se esperar que houvesse uma melhor apuração da denúncia por parte dos comunicadores em relação aos políticos envolvidos no caso. Contudo, tal episódio foi colocado na agenda setting como o valor notícia do momento. E aí surge a dúvida: em nome da audiência e de grupos de pressão, valeria a pena publicar informações que no futuro poderão ser apenas boatos? É o fantasma da Escola Base rondando a imprensa.  
    

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A dor e o sofrimento em nome da ciência

 
FONTE DA IMAGEM: IDEIASEDICAS.COM
  Uma grande polêmica tomou conta do Brasil nessas últimas semanas sobre a utilização de animais de estimação em experimentos científicos. Revoltados com uma suposta denúncia de maus tratos contra cachorros da raça Beagle, praticados pelo Instituto Royal,  laboratório situado na cidade de São Roque, ativistas invadiram o órgão de pesquisa e resgataram os animais que eram mantidos como cobaias. Lá, encontraram um ambiente sujo com um odor forte e os cãezinhos muito agitados. Como resultado da ação, todos  os animais foram resgatados.
    A gerente do instituto, Silvia Ortiz, lamentou profundamente o ocorrido. Ressalta que foram perdidos dez anos de patrimônio genético e que pretende processar os ativistas.Quanto às sujeiras encontradas nas dependências do laboratório, Silvia afirmou que um dia antes da invasão, os funcionários do instituto foram proibidos de trabalhar e fazer a limpeza adequada do ambiente. A gerente disse também que, com a invasão dos manifestantes, os beagles ficaram estressados e começaram a .urinar e evacuar por todo o laboratório.
     O uso de animais como cobaias para experimentos científicos é comum em diversos países. Aqui no Brasil, o responsável por fiscalizar essa prática e estabelecer leis rígidas para tais procedimentos é o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
   Cabe ao órgão, também, autorizar futuras atividades envolvendo animais como cobaias. Segundo Marcelo Morales coordenador do Concea e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o uso de animais doméstico, em experimentos científicos, é imprescindível para comprovar, se determinada dose medicamentosa, não seria nociva a um organismo vivo. Uma vez realizados todos os testes com as cobaias, tais medicamentos podem ser destinados, com segurança, aos seres humanos.
  Outro defensor dos experimentos com animais é Freddy Eliaschewitz, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin) de São Paulo. Questionado se os modelos computacionais  poderiam substituir os testes em cobaias, ele foi categórico em dizer que nenhuma máquina conseguiria simular a complexidade de um organismo vivo.   
     É necessário ressaltar, contudo, que em outros animais, a consciência ( capacidade de perceber aquilo que passa dentro e fora de si) se iguala aos seres humanos, caso dos mamíferos. Nesse sentido, os cachorros desenvolvem uma habilidade de vivenciar emoções surpreendente. Para o neurocientista americano Gregory Berns, professor da Universidade Emory nos Estados Unidos, tal característica faz o cão possuir um nível de sensibilidade comparável ao de uma criança.
     Por outro lado, não há de se negar que, sem as experiências feitas em animais, um número considerável de medicamentos não teria sido desenvolvido e, consequentemente, salvado vidas humanas. Casos como a da cadelinha mestiça Marjorie, que se sacrificou por nós para os cientistas desenvolverem a insulina, que representa a possibilidade de uma vida praticamente normal para os diabéticos, nos faz repensar a importância de tais experimentos.
    Pensando na importância do avanço da ciência para o combate de diversas doenças e, ao mesmo tempo, no bem-estar dos bichinhos, foram elaboradas algumas regras para os procedimentos experimentais.. No Brasil, por exemplo, os experimentos só devem ser feitos com os animais sedados. Além disso, um ambiente saudável é criado para os cãezinhos, onde  eles recebem cuidados veterinários diariamente e espaço para recreação.
   

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Revolta Indígena

 
Brasília viveu dias tensos na semana passada. Tribos indígenas invadiram a capital federal protestando contra o que eles consideram uma afronta ao direito que eles possuem a  terras tradicionais. O motivo da revolta é a criação de uma comissão especial com o intuito de revisar e emitir um parecer sobre a  PEC-215.
     De acordo com a proposta, a responsabilidade em fazer a demarcações de terras indígenas seria do Congresso Nacional. Atualmente, compete à Fundação Nacional do Índio (Funai), ao Ministério da Justiça e à Presidência da República essa função. Os índios alegam que tal proposta favoreceria a bancada ruralista, uma vez que atenderia mais aos interesses da categoria. Algumas etnias mais revoltadas fizeram o enterro simbólico da ministra  da Casa Civil Gleisi Hoffmann, além de invadirem a sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
     É no mínimo intrigante essa situação. Dá margem a alguns questionamentos. Por que não deixar a responsabilidade das demarcações indígenas para a própria instituição que cuida do interesse desses povos? Qual é realmente o motivo dessa mudança? Sabemos que, nos últimos anos, a Funai está passando por um período transição em sua estrutura administrativa com o fechamento de algumas sedes do órgão . Contudo, isso não deve servir de pretexto para tirar do órgão federal tal obrigação.
      Enquanto esse problema não se resolve, indígenas se preparam para guerrear contra o governo. Com tal propósito, montaram uma imensa tenda onde esperam do governo uma resposta favorável. Alguns parlamentares vieram, em rede nacional, dar seu apoio à causa como o deputado Acelino Popó Freitas.
     O processo de demarcação é uma ação importante para a sobrevivência da cultura indígena. Além disso, é uma medida estratégica do governo no sentido de que, esses povos, uma vez detendo um profundo conhecimento sobre o ambiente em que vivem,  mantem preservadas a flora e a fauna  brasileira, além da manutenção de nascentes e rios.



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mais conhecimento

    Saiu uma pesquisa elaborada pelo Ibope/Estado mostrando que dois em cada três brasileiros interpelados ouviram falar pela primeira vez sobre reforma política ou nem sequer conseguiram responder à questão. Na  abordagem, apenas 36% afirmaram ter conhecimento de que existe um debate sobre reforma política em curso no país.
    No entanto, essa porcentagem despenca quanto ao conhecimento pleno do assunto: apenas 7% desse universo se declararam bem informados sobre a reforma política. Dentro dos principais pontos apresentados por esse grupo seletivo estão acabar com a suplência de senador, com as votações secretas do Congresso, com as coligações partidárias e com o voto secreto. Como exemplo de reforma política eles citam a realização de um plebiscito, mudar a forma de financiar as campanhas eleitorais, reduzir o número de partidos e realizar  uma constituinte sobre o tema.
    Não é de impressionar a falta de interesse da população por temas políticos. Apesar da imprensa diária mostrar manifestações da população reivindicando seus direitos como cidadão, há uma parte da população que age indiferente ao tema. Parcela da culpa é de uma parte considerável  da grande  mídia que prefere dar ênfase a temas "mais leves" e divulgar assuntos sobre celebridades ou anônimos em vez de optar por assuntos que refletem o real interesse nacional, ou seja, aqueles que abordem assuntos políticos. Mesmo porque o universo político reflete, de maneira mais que direta, a vida do cidadão.
    A responsabilidade por essa mudança deve vir das empresas midiáticas que detêm tais informações preciosas. Uma solução seria aumentar, de forma considerável, as campanhas publicitárias sobre a consciência política que o cidadão deve ter.
    É imprescindível que uma população saiba sobre o que acontece em seu país dentro do universo político. Somente dessa maneira, ela lutará com mais sabedoria sobre seus direitos e deveres.    

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Melhorias para a saúde

     O clamor da população por melhorias na saúde, uma das bandeiras empunhadas em protestos feitos em junho, fez o governo tomar uma decisão quanto à falta de médicos em regiões distantes no país: a contratação de profissionais estrangeiros através do programa federal Mais Médicos. Para tanto, eles terão que passar por uma prova que reavaliará se estarão aptos a atuar nesses locais.
    Em sinal de protesto, as principais categorias médicas criticaram o novo programa. Segundo os movimentos, o fato de não haver interesse de médicos em atuar em localidades remotas se deve ao fato de não haver recursos físicos nem econômicos nessas regiões para uma assistência de saúde dígna à comunidade.     
    Esse argumento faz algum sentido. O que adianta contratar médicos estrangeiros e deslocá-los para regiões carentes, se esses localidades não dão suportes adequados para eles atuarem? Além disso,  se realmente a falta de estrutura em hospitais e santas casas afugentam os médicos do país, basta a administração injetar mais investimentos no setor, reformando instituições de saúde e construindo outras mais, se for necessário. 
     Esse, talvez, seja o caminho da conciliação entre as categorias médicas e a administração pública e uma forma de atrair médicos formados em nosso país, sem a necessidade da contratação de profissionais estrangeiros.      

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Repúdio

   
FONTE DA IMAGEM:FACEBOOK.COM
Algo que ficou evidente nessas manifestações que tomaram as ruas do país foi a indiferença da população com os partidos políticos quando algumas agremiações quiseram fazer coro aos movimentos populares. Com cartazes condenando a participação, os manifestantes praticamente expulsaram aqueles que levantavam bandeiras que faziam qualquer alusão a organizações políticas. Nos conteúdos das mensagens empunhadas com fervor, frases como "FORA PARTIDOS POLÍTICOS!" e "PARTIDOS POLÍTICOS NÃO ME REPRESENTAM!" . 
    Cabe aqui uma reflexão. A insatisfação expressa do povo para com os partidos políticos acende a luz de alerta nessas organizações, significando alguma coisa errada nessa relação, hoje desgastada, entre povo e política. Resultado da inercia daqueles que representam a população, os homens públicos, frente as necessidades do povo. 
    Grande parte da culpa de tal relação de repúdio entre povo e partidos políticos é a corrupção, esse câncer irraigado na sociedade brasileira que emperra o desenvolvimento de qualquer nação. Não que a sociedade brasileira não tenha evoluído. Muitas famílias, vindas das classes mais pobres, realmente mudaram seus padrões de vida, adquirindo bens que antes não  imaginavam ter como eletrodomésticos e automóveis. Contudo, os serviços públicos continuaram sem qualidades, caso dos transportes públicos, da rede de saúde e o policiamento nas ruas.
    É o que pensa o sociólogo e crítico em temas sociais Giampaolo Baiocchi,. Para ele, no momento em que os índices sociais começam a melhorar, a sociedade fica mais exigente. Pensamento compartilhado pelo consultor político João Santana. Ele vai além: afirma que "da porta pra dentro" a vida do brasileiro melhorou com o aumento de emprego, da renda e do consumo, não podendo dizer o mesmo "da porta pra fora" com o crescimento da criminalidade, a piora do trânsito e do transporte público.
    É necessário que os homens públicos façam uma profunda análise nessa repulsa vinda da população para com os partidos políticos e encontre formas de mostrar uma nova faceta de tais agremiações, mais voltadas aos apelos sociais. É assim que se constrói uma administração pública eficiente.     
    

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Internet e Manifestações

   
FONTE DA IMAGEM:REVISTA ESPÍRITO LIVRE
As manifestações que se espalharam Brasil à fora teve uma poderosa aliada,, tanto na divulgação dos eventos, como na convocação para os protestos: a internet.. Fazendo uso da ferramenta virtual, através de mídias sociais como Facebook e o Twiter, o chamado aos movimentos obteve grandes proporções, atingindo diversos estados brasileiros. 
    Para alguns estudiosos, esse novo perfil dos protestos mostra uma mistura confusa e conflitante de pessoas e mensagens. A internet acabou reunindo várias vozes em um único protesto.
     Com isso, os pedidos de mudança começaram a ter um novo contorno: a população, além de lutar contra as altas tarifas no transporte público, traziam outras reivindicações como melhorias para a saúde, educação e a polêmica proibição da PEC 37 que limita a atuação do Ministério Público na investigações em casos de corrupção.
     A relação internet e manifestações pode direcionar os protestos a uma situação tensa, como  aconteceu nessas passeatas, quando o movimento fez surgir também um novo grupo mais radical que usam a violência para causar o caos nos movimentos. Isso se deve ao poder de persuasão da internet que coloca uma mensagem ao alcance de todos, sejam eles cidadãos ou arruaceiros. Nesse sentido, as ruas são tomadas por um movimento fora de controle.
    O uso da internet em movimentos populares é louvável. Porém, é preciso fazer algumas ressalvas. É primordial que os organizadores dos protestos tenham o controle dos manifestos que pretendem fazer,  mesmo que isso, às vezes, seja difícil diante o universo dimensional da internet. Com essa ação, os protestos  seguirão com uma certa tranquilidade  pelas ruas das cidades.  
      

sábado, 15 de junho de 2013

Atos Violêntos

     Uma praça de guerra. É assim que está se tornando a área central da cidade de São Paulo. O motivo de toda essa violência é o aumento da passagem de ônibus na capital paulista. Em nome do direito de usufruir do transporte público com um preço justo, muitos manifestantes depredaram diversos patrimônios públicos e privados, picharam ônibus, além de causar terror na sociedade.  
     Em resposta aos atos de vandalismo, a Polícia Militar entrou em ação com suas tropas. O que seria uma forma de acabar de vez com a baderna se transformou em uma ação desmedida de mais violência. Sem saber identificar adequadamente quem são os verdadeiros responsáveis pelo caos urbano, a tropa policial exagerou na brutalidade e acabou usando a força contra todos aqueles que estavam no protesto.
    O resultado foi pessoas inocentes atingidas pela ação da PM. Digo inocentes porque, embora estivessem entre os manifestantes, não participaram da barbárie. Para piorar a situação, muitas pessoas que não tinham nada a ver com os protestos, ficaram no meio do "fogo cruzado",  num ciclo de angústia e medo que parecia sem fim.
   O confronto teve repercussão internacional. Os mais importantes jornais mundiais criticaram a ação violenta, tanto dos manifestantes quanto da polícia. Diante das notícias negativas em relação aos policiais, o governador de São Paulo Geraldo Alkmim saiu em defesa da corporação. Para ele, o Estado apresenta uma  polícia preparada para situações de risco à população.  Considerando a Polícia Militar paulista a melhor do Brasil, o governador, porém,  ressaltou que atos abusivos vindos de policiais na operação serão apurados através da corregedoria.
    Vindo em contramão dos argumentos do governador, o prefeito Fernando Haddad afirmou que houve uma ação violenta vinda das tropas, o que acabou agravando ainda mais a situação. Na ação policial, até profissionais da imprensa, que estavam cumprindo seu dever de informar, firam atingidos por balas de borracha.
   Todo esse caos poderia ter sido evitado se algumas pessoas não tivessem começado a agir como verdadeiros vândalos, destruindo tudo o que viam pela frente. É uma parcela da população que, pela lógica, não mereceria nenhum tipo de benefício. Mesmo porque, pessoas civilizadas não promovem quebra-quebra para fazer valer seus direitos.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Impunidade Irraigada

   
O ano passado foi muito significativo para o combate à corrupção. Num dos julgamentos mais longos do país, um total de quatro meses e meio, foram condenados os principais envolvidos no caso do mensalão.  Para julgar o imbróglio, foram escolhidos os mais gabaritados magistrados, contando com o jurista Carlos Ayres Brito até o diplomado Luiz Fux - um total de onze juízes
    Depois de muitas discussões acaloradas e divergências entre os mestres da lei, foi dado o veredito: a condenação dos principais envolvidos no escândalo. José Dirceu foi condenado a 18 anos de reclusão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Pelo mesmo motivo foram acusados José Genuíno e Delúbio Soares.. Cada um cumprirá a mesma pena dada a Dirceu.. Já  Marcos Valério, condenado por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha,  passará mais de 50 anos na cadeia. 
    Passado praticamente seis meses da conclusão do veredito, até o presente momento nem os principais  "cabeças" e nem os coadjuvantes do esquema foram presos. Uma vergonha para um país onde a corrupção é a principal barreira para o desenvolvimento. Para se ter uma ideia, a falta de recursos vindos para a saúde, por exemplo, emperra a reforma em  hospitais públicos. 
Na área da educação, os desvios de verbas não permite a evolução estrutural e funcional do ensino no país. Com toda essa deficiência no sistema de prestação de serviço, quem é o principal prejudicado é o cidadão comum, que não esconde a insatisfação de ver a inoperância do sistema.
    Bem disse o ministro Celso de Melo sobre o tema: "A corrupção prejudica a capacidade das nações de  prosperar e de crescer". Esse pensamento deveria servir como mantra para todos os governos que têm como foco principal o bem estar da população. Infelizmente, por causa de interesses políticos, a impunidade reina e muitos condenados por corrupção ainda estão soltos. Até quando?     
    


terça-feira, 7 de maio de 2013

Ministério Público e suas competências

FONTE DA IMAGEM: BOCADARUA.COM.BR 
    Alguns deputados estão tentando, a grosso modo, aprovar uma proposta de emenda constitucional que, na prática, invalida a participação do Ministério Público no andamento de investigações criminais, deixando essa competência para as Polícias Federal e Civil. Trata-se da PEC 37. De acordo com os defensores do projeto, a proposta visa melhorar o andamento das investigações criminais. Uma vez aprovada, portanto, a intenção é limitar a atuação investigativa do órgão em questão. 
     Nota-se que há uma força política querendo cercear atuação do Ministério Público no que diz respeito elucidações de crimes praticados contra a população e, principalmente, contra o sistema governamental. Isso porque, atualmente, o órgão é um grande aliado nas investigações de casos de corrupção que acontecem no país.
    Sendo assim, os maiores interessados na aprovação da proposta são os maus políticos e servidores públicos que observam uma oportunidade de saírem impunes de ações que envergonham nossa nação. Essa é a opinião do promotor Rodrigo Chemin Guimarães do Ministério Público do Paraná. Ele vai além. Afirma que o objetivo é acabar com a única instituição com real e efetiva independência para investigar os crimes praticados pela classe política. Para o promotor sem a atuação do MP, esses maus servidores  continuarão livres.      
    O Ministério Público é uma instituição necessária para o bom funcionamento do sistema público. Suas principais atividades são fiscalizar a aplicação das leis, zelar pelos direitos coletivos e sociais, além de propor ações no judiciário após a polícia e os promotores reunirem provas que fundamentem a ação. Mais que um simples órgão, ele é um parceiro na busca de uma sociedade mais justa e menos corrupta.    

sábado, 27 de abril de 2013

Nova Configuração

    A família brasileira está se transformando a cada década. Valores e conceitos vivem um período de intensas metamorfoses. Atualmente, os integrantes de um núcleo domiciliar já não são mais composta pela figura tradicional da mãe, do pai e dos filhos. A família apresenta outras configurações. Da mesma forma que existe mães e pais solteiros que tentam preencher a ausência de seu companheiro e, assim, fazer que seus filhos não sintam um vazio interior, surgem casais formados por duas mulheres ou dois homens que nutrem o desejo de terem filhos e constituírem uma família.
    Muitos desses novos casais veem na adoção a a melhor alternativa de realizar este sonho. Contudo, tais desejos são tolidos por normas e decisões arcaicas que só existem para gerar tristeza e indignação para aqueles que são as principais vítimas desse injusto sistema.
     É preciso ter um novo olhar para essas novas famílias e não impedir que elas sejam felizes. Essa novo formato já pode ser observada em alguns lares. São casais homoafetivos vivendo harmonicamente com seus filhos, ora crianças ora adolescentes, adotados ou concebidos por meio de produção independente. Nada mais justo, portanto, que essa família tenha os mesmo direitos e respeito de uma família tradicional.
    Para que isso aconteça, tanto a sociedade civil e religiosa devem aprender a viver da melhor foma possível, respeitando seu semelhante, seja qual for sua opção sexual. Só assim, viveremos num país livre de preconceitos.      

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Casos que chocam


    Um celular. Essa foi a principal razão que motivou um jovem de apenas dezessete anos a assassinar sem piedade um estudante que chegava em casa depois de uma noite de estudos na faculdade.  Segundo informações da justiça, o acusado já teria sido detido três vezes.
     Eu um outro caso, dois adultos e um adolescente assaltaram um restaurante paulistano,  promovendo um arrastão entre os clientes. O saldo da ação: carteiras, telefones celulares, além de 500 reais do caixa do estabelecimento. Por sorte, toda a ação foi registrada por câmeras de segurança, o que ajudará nas investigação. Os delinquentes acabaram sendo presos. O mais absurdo desse episódio: quem era o líder dessa brutalidade era um adolescente de apenas dezesseis anos.
     Pensando em inibir a participação de jovens em ações criminosas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, encaminhará ao Congresso Nacional  um projeto de lei pedindo penas mais rígidas aos menores de dezoito anos. A intenção é endurecer o Estatuto da Criança e do adolescente. Atualmente, um menor que comete um ato criminoso não responde judicialmente. Quando muito ele fica internado na Fundação Casa (antiga Febem) até completar a maior idade Isso dá a luz a impunidade uma vez que, sabendo que não terá uma severa punição, o jovem fica livre para cometer outros delitos.
      Foi uma atitude corajosa do governador. A cada dia, cresce o número de adolescente que participa de ação criminosas. Em cidades onde o tráfico de drogas é algo frequente, por exemplo, adolescentes são recrutados para ajudar no esquema ilegal. 
     Contudo, não adianta nada endurecer a forma de punição e não dá a oportunidade desses adolescentes serem reinseridos na sociedade como pessoas conscientes de seus atos impunes e voltadas a uma vida honesta. Infelizmente, a grande maioria dos ambientes carcerário não apresentam estruturas humanas nem físicas que permitam a um condenado se tornar uma ser humano melhor  Igual realidade se percebe em algumas sedes da Fundação Casa, onde os internos são. tratados como seres desprezíveis, sem nenhum respeito.
    A redução penal atravessa as portas da administração pública e chega às ruas. Numa passeata feita no último sábado (13 de maio) familiares, vizinhos e  amigos do estudante assassinado pediram justiça. Mais uma demonstração que a população clama por uma solução imediata para essa onda de violência envolvendo adolescentes.  
          

sexta-feira, 22 de março de 2013

A Algazarra

FONTE DA IMAGEM:: ACISA.ORG..COM
   As sessões da Comissão dos Direitos Humanos se transformaram  em verdadeiros mercados de peixe, com muita algazarra e gritaria. Tudo por conta de protestos contra o presidente do encargo: o deputado federal e pastor Marco Feliciano, filiado ao PSC de São Paulo. Se hoje os trabalhos dentro da bancada está uma desordem total, a legenda tem uma parcela de culta nisso. 
   Primeiro por que, ao escolher um integrante do partido ao cargo, teve a infelicidade de indicar um parlamentar que deu declarações infelizes sobre os menos favorecidos. Há um tempo atrás, Feliciano afirmou que os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé, numa demonstração extrema de preconceito contra os negros. Em uma outra afirmação polêmica, ele disse que as uniões homo afetivas destroem as famílias.    
    Os protestos contra Marcos Feliciano começaram desde que ele foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos e se intensificou com a eleição do deputado. Houve manifestações em várias cidades, organizados por movimentos a favor da tolerância entre as raças. No congresso, o deputado também foi alvo de críticas de colegas parlamentares.
    O que se espera de um presidente da Comissão de Direitos Humanos é que este tenha uma relação harmônica com os setores menos favorecidos da sociedade, o que não acontece na relação de Marco Feliciano e as classes sociais vítimas de preconceito. Nesse sentido, foi um equívoco a escolha do parlamentar.
     Numa demonstração de bom senso. o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves,  alertou que a permanência de Marco Feliciano se tornou insustentável frente ao encargo e que espera que até a próxima terça-feira (dia 26/04) a solução de tal impasse. Os menos favorecidos agradecem.
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domingo, 17 de março de 2013

Votos de Pobreza

     Francisco. Esse foi o nome escolhido pelo novo papa da igreja católica  Jorge Mário Bergoglio. Para alguns teólogos, esse nome tem um forte significado de humildade e pobreza e, a começar pelas primeiras atitudes do novo pontífice, a nova denominação tem tudo a ver com ele. Em um encontro com jornalistas,  afirmou que a igreja católica precisa fazer seus votos de pobreza para cuidar dos pobres. Para isso, sugere que ela volte às suas raízes, distribua suas riquezas e concentre seus esforços para cuidar dos menos favorecidos. Bergloglio ressalta esta a principal missão da igreja católica.
   O novo líder do catolicismo afirmou que o Cardeal Dom Claudio Hummes foi quem o influenciou a escolher o nome. Segundo o pontífice, a adoção do nome é uma referência a São Francisco de Assis, um símbolo de austeridade e proximidade aos pobres. Mas para se tornar uma pessoa desapegada aos bens materiais, o santo teve que lutar contra as tentações da riqueza e da ambição, vivendo uma vida de renúncia aos apelos mundanos.
    Esse talvez seja o maior desafio do papa dentro de sua igreja, mergulhada numa crise financeira dentro de sua própria instituição bancária.  Que o Espírito Santo possa iluminar seus passos e suas atitudes diante a ambição que reina entre alguns poderosos do catolicismo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um caso difícil de esclarecer

FONTE DA IMAGEM: BANDNEWSCURITIBA.COM
    Quando há algum problema grave de saúde em nossa família, seja lá por qual motivo, a melhor alternativa para o tratamento é a internação em um hospital. São nesses locais que esperamos encontrar pessoas capacitadas  para cuidar de nossos doentes:  profissionais que tem a responsabilidade de zelar pela total recuperação daqueles que estão internados. É uma pena que muitos desses cuidadores não tem como máxima esse abençoado dever.
    O que aconteceu na  UTI do Hospital Evangélico de Curitiba choca pela frieza e indiferença que a médica  Virgínia Helena Soares de Sousa tratava seus assistidos. Segundo relatos de pacientes internados e seu familiares, ela costumava desligar os aparelhos conectados aos acamados (grande parte pacientes vindos do SUS) para encurtar suas vidas e dar lugar para doentes vindos de planos particulares e conveniados. Houve relatos de acamados que pediram para sair da Unidade de Terapia Intensiva com receio de serem as próximas vítimas.
    Outra denúncia grave vem de colegas que trabalhavam com a médica. De acordo com eles, a funcionária  era ríspida e autoritária com a equipe, chegando, em certos momentos, a ter comportamentos agressivos.  A mídia divulgou o depoimento de alguns funcionários do hospital. Eles afirmaram que a profissional, em determinada hora do expediente, tratava seus subalternos com apitos sonoros, além de coagi-los a desligar os aparelhos ligados aos pacientes.
    Em resposta às denúncias, o a diretoria do hospital saiu em defesa da médica, dizendo que ela tinha especialização adequada para trabalhar em Unidades de Terapia Intensiva, além de não oferecer risco algum aos pacientes.  Já o advogado  da profissional, Elias Assad, ressalta que tais acusações não foram provadas e que, por isso, não há elementos que configurem a existência de homicídio qualificado. O defensor jurídico do Evangélico vai além: ele avaliou como policialesca e midiática a operação de prender a médica, dentro das dependências do hospital.
      Percebe-se que há um conflito de informações. De um lado, há a denúncia e os supostos envolvidos e do outro, aqueles que defendem veemente a condenada. O fato é que há tempos tais fatalidades estão ocorrendo com uma certa frequência no Hospital Evangélico e a cada dia aparece uma novo relato de pacientes que foram vítimas da médica.      
   












sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A sábia hora de parar

    Há quatro dias, o mundo se surpreendeu com a renúncia do principal líder da igreja católica. Muitas foram as especulações sobre o que poderia ter levado o pontífice a tomar tal atitude. As principais seriam a saúde já bem fragilizada de Joseph Ratzinger e sua idade avançada. Nos últimos tempos ele demonstrava, para seus fiéis, que aquele vigor que  demontrava nos primeiros anos de papado já não o acompanhava mais. Algumas fontes do Vaticano afirmam que ele, ao longo de sua caminhada papal, sofreu algumas quedas e queixava de dores nas articulações que o limitavam muitas vezes em suas funções.   
     Se considerarmos que a função de um Papa exige força física e mental, em outras palavras, vitalidade, pode-se dizer que foi um equívoco o Vaticano ter eleito Ratzinger sucessor de João Paulo II em 2005. Na época, Bento XVI estava com 77 anos, uma idade já considerada avançada para assumir uma responsabilidade enorme que é representar a igreja católica frente ao mundo.
     O catolicismo deve lançar um novo olhar para as recentes mudanças que estão ocorrendo. Para isso, o ideal é que seu novo líder tenha uma visão aberta sobre assuntos polêmicos que atrapalham o crescimento da igreja. Em suma, deve dar uma resposta firme que conforte seus seguidores em assuntos como família, relações interpessoais, aborto, etc. Numa declaração feita dias após Bento XVI ter renunciado, o arcebispo de Aparecida Dom Raimundo Damaceno afirmou que a igreja deve ser conduzida sempre com um olhar voltado para o futuro.
    O fato é que um momento de transição e de mudança está por vir. A escolha de um novo líder religioso pode trazer um novo ânimo para o cristianismo.
  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Onde estão os responsáveis?

     Domingo passado o país chorou uma tragédia anunciada. Mais de 200 jovens perderam suas vidas em um momento que deveria ser de celebração, de alegria e de descontração. A tragédia na Boate Kiss nos fez refletir até onde vai a responsabilidade do ser humano para com o bem-estar de seu próximo.
     Analisando cuidadosamente os fatos divulgados na imprensa, percebe-se uma sucessão de erros. Dos bombeiros, por não terem fiscalizado adequadamente o recinto evitando riscos de incêndio, da prefeitura,  por liberar o alvará de funcionamento da Boate Kiss, dos empresários da citada casa noturna, por permitir que se fizessem shows pirotécnicos dentro de um ambiente fechado sabendo que a casa noturna não oferecia segurança adequada para seu funcionamento e, finalmente, do conjunto musical, por ter tido a irresponsabilidade de usar fogos de artifício durante a sua apresentação.
     De acordo com Moacyr Duarte especialista em gerenciamento de riscos, planejamento de emergência e catástrofe, o alvará de funcionamento de uma casa noturna deve ser aplicado numa ação conjunta composta de três órgãos que seriam responsáveis por essa função: a Vigilância Sanitária, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura. Tais pareceres (conclusões das avaliações feitas), segundo o profissional, devem estar de acordo com a vistoria de tais instituições públicas o que, infelizmente, não ocorreu nesse triste episódio.
     É lamentável comprovar que tragédias como esta podem ocorrer em outras  partes do país. Na capital paulista, por exemplo, foram interditadas algumas casas noturnas. Em Curitiba uma  boate situada em um bairro nobre da cidade teve suas portas fechadas por falta de segurança. Problema também detectado no Rio de Janeiro, onde fiscais estão agindo com rigor.
      Mas por que só agora que as autoridades resolveram agir? Tinha que ocorrer essa catástrofe para alguma atitude ser tomada? A fiscalização de locais públicos que concentra uma grande quantidade de pessoas deve ser uma constante em se falando em segurança pública. O que nos resta agora é torcer para que tragédias como essa não aconteçam mais e rezar para que Deus console essas famílias.
      

sábado, 19 de janeiro de 2013

Famílias esquecidas

FONTE DA IMAGEM:CIRCUITO MT
    Esse ano começou já com os velhos problemas de sempre. No região serrana do Rio de Janeiro a população mais uma vez está sendo castigada pelas fortes chuvas.  Um cenário desolador pode se observado quase que diariamente pela grande mídia. São famílias que perderam praticamente tudo e agora convivem  com a tristeza, o desespero e a indignação. Histórias que narram verdadeiras tragédias. Para aqueles que ainda não sentiram a fúria de tamanha catástrofe ambiental, uma insegurança imensa paira sobre as cabeças dos que residem próximo às encostas dos morros.
     O mais absurdo de tudo isso é a falta de ações mais eficazes vindas das autoridades competentes para solucionar esse problema. Desde a tragédia ocorrida em anos anteriores, pouco foi investido nessas cidades. Em determinados municípios, a verba vinda do governo federal para ajudar na reestruturação urbana foi desviada. Enquanto isso, famílias esperam ansiosas suas novas moradias prometidas pela governo municipal e que ainda é uma iniciativa cujo projeto não saiu do papel. 
     Um outo ponto que deve ser considerado é o fato de algumas daquelas pessoas persistirem em continuar morando nessas áreas de risco. A defesa civil deveria orientar de forma convincente essas família no intuito persuadí-las a saírem dali. Uma campanha educativa, por exemplo, mostrando de forma enfática os.perigos que correm convivendo naquele ambiente seria o começo de uma solução.  Para isso, contudo, o governo deve oferecer uma outra opção de moradia mais segura e que tenha uma estrutura decente para essa parcela da população.  
     Nesse sentido, é imprescindível a parceria da prefeitura com a defesa civil. Com os dois órgãos trabalhando em conjunto, as cidades estarão preparadas para enfrentar as consequências das fortes chuvas.

Um novo começo

     Depois de um bom tempo parado em minhas atividades como articulista, retorno ao meu espaço cheio de vigor e novas perspectivas. Será um ano de muito trabalho e realizações. Para quem me acompanha, um 2013 de muita saúde, alegria, fé e esperança. Que Deus abençoe a todos. E vamos ao que interessa...