segunda-feira, 15 de abril de 2013

Casos que chocam


    Um celular. Essa foi a principal razão que motivou um jovem de apenas dezessete anos a assassinar sem piedade um estudante que chegava em casa depois de uma noite de estudos na faculdade.  Segundo informações da justiça, o acusado já teria sido detido três vezes.
     Eu um outro caso, dois adultos e um adolescente assaltaram um restaurante paulistano,  promovendo um arrastão entre os clientes. O saldo da ação: carteiras, telefones celulares, além de 500 reais do caixa do estabelecimento. Por sorte, toda a ação foi registrada por câmeras de segurança, o que ajudará nas investigação. Os delinquentes acabaram sendo presos. O mais absurdo desse episódio: quem era o líder dessa brutalidade era um adolescente de apenas dezesseis anos.
     Pensando em inibir a participação de jovens em ações criminosas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, encaminhará ao Congresso Nacional  um projeto de lei pedindo penas mais rígidas aos menores de dezoito anos. A intenção é endurecer o Estatuto da Criança e do adolescente. Atualmente, um menor que comete um ato criminoso não responde judicialmente. Quando muito ele fica internado na Fundação Casa (antiga Febem) até completar a maior idade Isso dá a luz a impunidade uma vez que, sabendo que não terá uma severa punição, o jovem fica livre para cometer outros delitos.
      Foi uma atitude corajosa do governador. A cada dia, cresce o número de adolescente que participa de ação criminosas. Em cidades onde o tráfico de drogas é algo frequente, por exemplo, adolescentes são recrutados para ajudar no esquema ilegal. 
     Contudo, não adianta nada endurecer a forma de punição e não dá a oportunidade desses adolescentes serem reinseridos na sociedade como pessoas conscientes de seus atos impunes e voltadas a uma vida honesta. Infelizmente, a grande maioria dos ambientes carcerário não apresentam estruturas humanas nem físicas que permitam a um condenado se tornar uma ser humano melhor  Igual realidade se percebe em algumas sedes da Fundação Casa, onde os internos são. tratados como seres desprezíveis, sem nenhum respeito.
    A redução penal atravessa as portas da administração pública e chega às ruas. Numa passeata feita no último sábado (13 de maio) familiares, vizinhos e  amigos do estudante assassinado pediram justiça. Mais uma demonstração que a população clama por uma solução imediata para essa onda de violência envolvendo adolescentes.  
          

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