quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mar de carros

FONTE DA IMAGEM ICETRAN.COM.BR
    Ontem, em visita ao Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff anunciou a prorrogação, até o fim do ano,  das alíquotas menores de Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) ao setor automotivo no Brasil. Com isso, o governo quer estimular, ainda mais, o consumo de veículos sem aumento de preços, dando fôlego ao crescimento da economia.
    Nessa nova configuração, os automóveis modelos 1.0 continuarão com alíquota zero. Já os modelos de até 2 mil cilindradas têm a taxa fixada de 5,5 até 6%, enquanto que os utilitários, de 1%.  Esses números  fizeram crescer, vertiginosamente, a corrida dos consumidores em busca de veículos zero quilômetro. Por causa disso, alguns modelos já estão faltando nas concessionárias em razão da grande procura. 
     Nota-se que o brasileiro está feliz com essa realidade. Afinal de contas, as pessoas estão realizando o sonho de ter um carro com cheirinho de novo. Contudo, até que ponto esse consumo exacerbado por automóveis é positivo para as vias urbanas? 
     A cada dia que passa, ruas e avenidas de médias e grandes cidades são tomadas por um mar de carros, entupindo o trânsito e deixando-o caótico. Não bastasse isso, a fumaça que sai dos veículos polui severamente o ar que respiramos.
    Uma alternativa é deixar o automóvel na garagem, usando-o apenas no final de semana e fazendo uso do transporte público em dias úteis. Mas, para isso, é preciso uma mudança de atitude das pessoas e do poder público. 
    Explico. Se cada cidadão pensasse nos pontos negativos que um imenso congestionamento acarreta  para cidade e para ele próprio com estresse, cansaço e poluição, pensaria duas vezes em deixar o carro na garagem e usar o transporte público. Ou, na melhor das hipóteses, usar meios alternativos, como bicicletas.
    Quanto ao poder público, é primordial que este faça as adaptações necessárias nas vias urbanas para receber esse público que está deixando seus carros na garagem e fazendo uso de outros meios de transporte. Para começar, deve-se aumentar  a frota de ônibus e definir, de forma funcional, suas linhas e itinerários.
     Quanto àqueles usuários que utilizam bicicletas para se locomoverem, o governo municipal deveria ampliar, de maneira considerável, as ciclovias e ciclofaixas. É preciso também tornar esse sistema funcional, de modo que ciclistas, motoristas e pessoas que utilizam ônibus possam conviver em harmonia
           


  

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Senhores e senhoras de Toga

FONTE DA IMAGEM: SITE IG
   Nessa semana, o julgamento do Mensalão chegou em um momento decisivo. Está sendo julgado o grupo político.que atuava na ação Os principais envolvidos no maior esquema de corrupção estão sendo condenados. As máscaras estão caindo e, aos poucos, estamos descobrindo quem são aqueles que se diziam defensores de uma política sem mancha.
   Os primeiros a verem seus castelos ruírem foram Roberto Jefferson,  o delator do esquema, e, mais recentemente, Waldemar Costa Netto. Este último, por sinal, atua em Brasília  como deputado. Algumas semanas atrás, a Corte já havia condenado  João Paulo Cunha  que, nessa eleição, tentava se eleger prefeito de Osasco.
   O que será que está acontecendo com nossos líderes? Será que o poder pode realmente corromper as pessoas? Há uma teoria que diz: dê o poder para alguém e você verá quem ele realmente é. Tal afirmação é impactante, mas não deixa de ter um fundo de verdade  Na teoria, algumas  pessoas se deslumbram com a vida pública, cheia de privilégios e conforto financeiro e aí se esquecem o real motivo de eles terem conquistado tal poder: defender os interesses da população.
    Graças à boa interpretação da Justiça, esses políticos corruptos estão sendo punidos. Mérito dos senhores e senhoras de toga que estão mostrando que uma vida baseada na desonestidade pode gerar consequências devastadora para quem a pratica.  Me arrisco em dizer que num país onde há carência de bons ídolos, esses profissionais que comandam o julgamento do Mensalão podem ser consideradas como tais  


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DECISÃO DIFÍCIL

    No último dia 30 de agosto o Conselho Federal de Medicina (CFM) editou uma nova resolução: a de número1.995. De acordo com a decisão, o paciente tem o direito de interromper o tratamento de saúde se este considerar tal procedimento inútil para a sua melhora em caso de doenças terminais ou estados vegetativos. Nesse novo cenário, o enfermo, uma vez consciente de seus atos e, se for  de sua vontade, terá o direito de informar ao médico o tipo de procedimento letal que quer receber quando estiver inconsciente e sem chance de cura.
    Por mais doloroso que seja esse momento, é preciso calma e muita reflexão para decidir o que realmente é melhor para ambas as partes. De um lado, está o paciente sofrendo as dores decorrentes de sua doença e os possíveis efeitos colaterais de um tratamento. Do outro, uma família que dedicou sua vida inteira ao ente querido, dando a ele amor e carinho e que, agora, não admite a possibilidade de perdê-lo. O que realmente é importante nessa situação?
    É preciso deixar a emoção um pouco de lado e refletir à luz da razão. Seria necessário prolongar o sofrimento daqueles pacientes que realmente estão condenados? E daquelas pessoas que passam anos ou décadas em estado vegetativo em cima de um leito? A resposta para estas questões devem ser analisadas cuidadosamente, uma vez que cada caso é um caso. 
    Além disso, muitas coisas que pesam nessa decisão: o amor, a convivência, o carinho e o sentimento de posse. É uma vida que está sendo decidida. Pelos ensinamentos religiosos, só o Criador tem o poder de decidir a continuidade ou não de uma vida. As religiões dizem ainda que ninguém tem o direito de provocar a morte de seu semelhante. Nesse grupo estão incluídos familiares e  alguns profissionais da saúde.
   Por outro lado, deve prevalecer a vontade do paciente que decidiu, por si só, encurtar sua vida, observando que, nada mais pode fazer para encontrar a cura de seu mal. Talvez tal decisão seria um ponto final para tanto sofrimento para ambas as partes.
    Esse é, de fato, um dos assuntos mais polêmicos que existe em nosso país e que tem necessita, ainda, ser discutido mais profundamente entre todos os envolvidos: familiares, paciente e médico. O ideal é que a tomada de decisão seja benéfica para todos.
     .
        

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os Excluídos

FONTE DA IMAGEM: GRUPO FOLHA
    As pessoas que apresentam deficiência, seja ela física ou mental, devem ser respeitadas em seus direitos. É que se espera de qualquer instituição que lida com público. No entanto, parece que essa regra do bom convívio está sendo esquecida em alguns órgãos de Bauru.
    A lei número 10.436 de 24 de abril de 2002 - norma estabelecida pelo governo federal-determina que todas as repartições públicas, incluindo escolas e hospitais, têm o dever de disponibilizar um intérprete habilitado no idioma gestual para auxiliar deficientes auditivos em suas reivindicações. Contudo, não é isso que reflete a realidade.
    Os principais órgãos federais do município- Fórum, Justiça do Trabalho e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)- não estão cumprindo seu papel de inclusão. Nas duas primeiras repartições não se encontram profissionais capacitados para esse tipo de atendimento. Já no terceiro órgão citado, a profissional responsável pela prestação do serviço estava afastada, devendo retornar no próximo dia 10 de setembro. Até lá os deficientes auditivos terão muita dificuldade, uma vez que não foi colocado nenhum outro profissional que pudesse substituir a funcionária ausente.
    Na outra ponta do novelo estão aqueles profissionais destinados a ajudar os surdos, porém com pouca instrução no que se refere ao domínio do alfabeto da língua de sinais e sua habilitação para ser considerado intérprete. Essa defasagem gerou uma situação complicada para uma estudante de 19 anos portadora de deficiência auditiva que tenta tirar, pela primeira vez, a carteira de habilitação.
    Ao passar pela prova teórica, ela não teve como sanar algumas dúvidas sobre assuntos automotores, já que a intérprete direcionada pela Quinta Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) sabia apenas soletrar. as palavras.
    Muitos deficientes têm suas vidas limitadas se não tiverem, ao seu alcance, dispositivos que poderiam auxiliá-los dentro de seus afazeres e, assim, torná-los mais independentes. A Lingua Brasileira de Sinais (libra) é um deles. Milhares de portadores de deficiência auditiva dependem de tal recurso para se comunicar. Tirar tal direito dessa categoria é desrespeitar o princípio da boa convivência e, mais que isso, um ato de exclusão. A figura de um intérprete, nesse sentido, é mais que necessária.
    Mas também não adianta nada colocar à disposição servidores despreparados para essa função. Existem cursos de libras que preparam bem os profissionais para atender, de forma eficaz, os usuários. Uma opção é a Secretaria Municipal de Saúde. O órgão oferece, em parceria com o Centrinho, cursos de capacitação a funcionários da rede pública. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Situação Difícil

    Numa relação entre patrão e empregados, quando os funcionários se deparam por uma situação que caracteriza  péssimas condições de trabalho ou estes não têm os salários valorizados de acordo com a categoria, o movimento grevista é visto como um instrumente contundente para a garantia de seus direitos.
    Porém, quando tal reivindicação atrapalha outros sistemas essenciais para o bem-estar da população, há de se pensar se realmente vale todo esse esforço se o resultado do protesto pode prejudicar um dos bens mais preciosos de uma pessoa: a saúde. Foi exatamente o que aconteceu nessa semana que passou, quando funcionários da Anvisa e da Receita Federal entraram em greve. Isso por que mais da metade dos materiais usados pelos laboratórios brasileiros são importados e precisam ser liberados pelos dois órgãos públicos. 
   Essa realidade trouxe como resultado o descarte de diversas bolsas de sangue nos hemocentros. A explicação é que, por causa da greve dos servidores das duas entidades responsáveis pela liberação de produtos importados, o material para a análise de sangue está parado no porto de Santos . Como consequência, os estoques estão com seus prazos de validade vencidos, sendo o destino deles a lata de lixo 
   Não bastasse esse imbróglio, o movimento atingiu também os laboratórios de análises clínicas que necessitam de reagentes usados para fazer exames (materiais importados que precisam ser liberados pela Anvisa e Receita Federal para entrar no país)   Com isso, muitos pacientes não conseguem realizá-los, uma vez que, por causa da greve, os kits para a realização do procedimento estão retidos na alfândega.  
    Criticada pela opinião pública, o Comando Nacional Grevista e a Diretoria Colegiada da Anvisa se reuniram na última sexta-feira (dia 24) para resolver tal situação. Ficou decidido que os servidores em greve que retornaram ao trabalho em decorrência de cumprimento judicial, terão que trabalhar em regime emergencial para liberar os materiais destinados aos tratamentos médicos.
    Essa tomada de ação pode ser salutar por um período. O ideal é que a greve tenha seu fim para normalizar, de maneira rápida, esse problema. Vidas humanas clamam por uma tomada de decisão mais eficaz.   

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O progresso e a linha férrea

       A malha férrea da região cento-oeste pede socorro. Os trilhos que traziam a prosperidade para cidades como Bauru, Botucatu e Avaí, hoje estão abandonados pelo esquecimento daqueles que deveriam zelar pelo bem público. O resultado de tudo isso são descarrilamentos frequentes de vagões com produtos necessários para a riqueza de uma nação, causando perigo para o meio ambiente e para habitações que são construídas às margens dos trilhos.
    O fato é que, depois que o trecho férreo foi terceirizado para a iniciativa privada em 1996, a estrutura desse modal se deteriorou. As belas locomotivas  tornaram-se imensas sucatas abandonadas em pátios e barracões localizados próximos aos trilhos. O mesmo destino teve alguns vagões que, no passado, ajudaram a trazer o progresso para as cidades.
     Foi nessa mesma época que a malha rodoviária deu um salto de modernidade. As estradas tornaram-se verdadeiros tapetes. Foram construídos postos de serviço para os usuários e pontos telefônicos foram instalados em trechos estratégicos da via para atender à necessidade dos motoristas. A população foi a principal beneficiária dessa transformação. Ironicamente as estradas paulistas, tal como a malha férrea, foram também privatizadas.
    O caminho do desenvolvimento de um país passa pela soma de três principais meios de transporte: rodo, hidro e ferroviário. Em relação aos dois primeiros modais citados, é visível a conservação estrutural. Já a malha férrea paulista que passa na região centro-oeste é uma vergonha. Os trilhos apresentam-se deteriorados, com seus dormentes podres. Nos trechos onde a malha corta a cidade, as passagens de níveis se apresentam sem cancelas e , muitas vezes, sem uma sinalização adequada indicativa.
    É preciso uma ação mais concreta daqueles que são responsáveis pela conservação da malha ferroviária. Afinal de contas, o progresso também pode vir pelos trilhos.       

domingo, 29 de julho de 2012

Desordem

    O caos se instalou de vez na saúde pública de Bauru. A morte de uma jovem universitária de 22 anos expõe tal cenário lamentável. De acordo com familiares, o drama da moça começou no dia 19 de julho, quando ela se queixou de fortes dores abdominais. Ela, então, procurou o Pronto Socorro central, onde foi medicada e liberada logo em seguida. Porém, vendo que as cólicas não cessavam, a jovem foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento do Bairro Mary Dota. Lá, foi constatado a necessidade de internação. 
    A paciente foi encaminhada novamente para o unidade de saúde do centro da cidade, onde acabou falecendo por falta de vagas em hospitais públicos na cidade. Infelizmente naquela mesma semana outro óbito foi registrado pelo mesmo problema: um senhor de 76 anos, com suspeita de Gripe A (H1N1), não resistiu a demora pela busca de leitos.
   Esses dois casos absurdos trazem a tona a fragilidade administrativa do setor de saúde pública, tanto no âmbito municipal quanto estadual, uma vez que são eles os responsáveis pela ocupação dos leitos hospitalares. Triste constatar é que a população é a maior prejudicada. Isso se reflete nos corredores do Pronto Socorro central, tomados por intermináveis macas com doentes à espera angustiosa de uma solução para seus tormentos. Um cenário desumano.
    Enquanto isso, médicos e enfermeiros se comportam como verdadeiros heróis, tentando de qualquer maneira amenizar o drama daqueles que passam por lá. Também são vitimados pela desordem do sistema. Fica evidente, nesses momentos, a falta de médicos e profissionais da saúde para atender a demanda de pacientes.
    A solução ideal para esse imbróglio é uma ação em conjunto, orquestrada  pelas administrações municipal e estadual no intuito de garantir para a população vagas em hospitais. Para isso, deve haver uma boa comunicação entre o agente que solicita o pedido de internação e aquele que detém o número de leitos disponíveis. Somente assim a população ficará mais tranquila.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Responsabilidades

    Esta última semana que passou marcou o começo da corrida eleitoral municipal. Muitos candidatos saem à procura do eleitorado. Nessas horas, abraços com a população, visitas em estabelecimentos populares como padarias e flagrantes de possíveis prefeitos carregando crianças no colo são cenas frequentes de se ver. É o momento em que o postulante a um cargo de liderança pública se mostra mais próximo à população.
    Contudo, findas as eleições e a grande euforia que envolve esse evento, muitos desses líderes eleitos se trancam em seus gabinetes e se esquecem da população. Tal desprezo é percebido no abandono público que se nota nos primeiros anos da Administração municipal. Como resultado filas intermináveis em unidades de saúde, praças e parques mal cuidados, ruas e avenidas sem pavimentação ou com asfalto sem qualidade, falta de água em determinados bairros e a violência crescente saltam aos olhos da população.  
    Uma outra forma de pouco caso do poder público é quando o governo municipal privilegia um determinado bairro em detrimento de outro. Nesse caso, quem acaba sofrendo são os moradores da periferia que se sentem marginalizados por não terem o mesmo tratamento daqueles que residem em bairros mais próximos ao centro da cidade.
     Esses dois exemplos ilustram bem as falhas que podem ocorrer na gestão administrativa. Tais realidades refletem as escolhas equivocadas de alguns prefeitos eleitos, que escolhem seus secretários sem saber se estes estão habilitados a comandar determinado órgão municipal. Um servidor público que esteja à frente da secretaria da saúde, por exemplo, deve estar atento às necessidades da população como um todo. Para isso, ele deve exercer sua função com competência e zelo.   
   Porém, por interesses mal intencionados, quase sempre desfavoráveis à população, ou por uma certa inexperiência na vida pública, muitas vezes, nossos eleitos acabam escolhendo pessoas não gabaritadas para exercer determinadas funções.
    Cabe à população a responsabilidade de analisar bem as propostas que serão apresentadas pelos novos candidatos ao cargo municipal. Afinal de contas, serão eles que vão nos representar nos próximos quatro anos.
    
     

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ser gentil faz a diferença

    Uma campanha feita por uma emissora televisiva que atua no estado de São Paulo está mostrando como boas ações podem mudar o mundo. Emtitulada "Gentileza gera Gentileza", a série ensina que ajudar o próximo é uma das atitudes que podem fazer a diferença num mundo tão individualista em que estamos vivendo. 
    É uma pena perceber que pequenos gestos cortês estão sendo esquecidos para dar lugar ao desprezo e a indiferença. É difícil  ver nas ruas pessoas sendo solidárias umas com as outras, tendo um olhar misericordioso para seu próximo ou estendendo a mão para aqueles que no momento estão precisando. Até o simples ato de dar "bom dia" entre as pessoas está sendo esquecido.  
     Uma das causas de tal comportamento "nada amigável" é a correria cotidiana. Atualmente as pessoas se prendem em diversos compromissos e se fecham em seus mundos, onde o que mais importa é o que faz parte de suas vidas e nada mais. 
       Sabendo que a televisão é um meio importante para moldar o comportamento de um povo, essa campanha tem a importante responsabilidade de instruir a sociedade e torná-la mais humana.   
       

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ações impensáveis e suas consequências

    Essa semana, fomos surpreendidos por uma noticia impactante.vinda de uma escola municipal localizada na cidade de Sumaré. Cansada da indisciplina de um aluno de 12 anos, uma professora, através de um bilhete escrito à mão, orienta ao pais darem cintadas e varadas para educá-lo. Segundo informações, o adolescente, que cursa a quinta série, sofre de dificuldade de aprendizagem há dois anos e passa por tratamento psicológico. Além disso, o garoto é vítima de bulling dos demais colegas.
    Parece que a cada dia que passa as pessoas não conseguem conviver com as diferenças e acabam agindo de maneira irracional. Um profissional da área educacional deveria saber que em seu ofício ele lidará com diversos públicos infantis que apresentam vários tipos de comportamento. Tal como existem aquelas crianças  que são pacatas, existem aquelas que são agitadas e, por vezes, briguentas. Pela lógica, o que molda a personalidade dos pequeninos é o ambiente onde eles estão inseridos. Dentro desse contexto, a convivência com os pais assim como, os círculos de amizade são definitivos na construção do caráter de um indivíduo.
    Contudo, parece que a educadora não dá a mínima para esse argumento. Num determinado trecho do bilhete, ela ainda insulta os profissionais que atuam na área da psicologia. Um comportamento que não condiz a um profissional que tem a responsabilidade de transmitir conhecimento e, acima de tudo, valores humanos. Professores estão lá para ensinar e, de certa maneira, passar noções de bom comportamento social. Mesmo assim, cabe ao pais a forma ideal de educar seus filhos.
   Quanto ao bulling, tal atitude selvagem pode trazer traumas irreversíveis para quem é vítima. Por causa da intolerância praticada principalmente em ambientes escolares, muitas crianças preferem se isolar, sentindo a tristeza de não serem aceitas na sociedade. Não são raras histórias de  pequeninos que começaram a ter problemas no convívio familiar e escolar por causa dessa prática maldosa . 
    Um dado preocupante é que cada vez mais surgem casos de brigas na escola envolvendo crianças e adolescentes. Nessas rodas de tortura, a impressão que temos é que os envolvidos sentem prazer em ver a vítima ser humilhada. Uma triste constatação. É preciso agir rápido. 
 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mar de gente

    É notório o grande problema vivido no trânsito de grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo. Lá, por sinal, a tensão e, quase sempre, o stress se fazem presentes nas principais ruas e avenidas. Se torna uma tortura dirigir nessas vias em determinadas horas do dia. Há um aumento significativo do número de veículos circulando nas cidades, sejam elas metrópoles ou não. Como consequência, uma fila imensa de carros parados entopem a malha viária.
    A resolução desse problema passa pelas pequenas atitudes que podem fazer a diferença como deixar o carro na garagem e usufruir do transporte público. Para tanto, tal sistema deve ter seu funcionamento eficaz, o que na pática, não acontece. Milhares de pessoas utilizam todos os dias meios coletivos para irem a seus empregos. Alguns chegam a passar duas horas para percorrer o itinerário de casa para o serviço.
    Normalmente, são pessoas que moram na periferia e trabalham no centro da cidade. Em São Paulo, por exemplo, muitos que moram na zona leste são obrigados a percorrer uma distância significativa para chegar ao trabalho, no coração da metrópole. O resultado dessa rotina são ônibus e trens de subúrbio lotados, como também pessoas em estação do metrô tentando  pegar a próxima condução de forma violenta, agindo como se fossem selvagens. Nestas situações, infelizmente, vale a lei do mais forte.
    Vários são os caminhos que levam à solução desse problema. Um deles está ligado a geração de emprego. Isso por que se as pessoas estivessem empregadas próximas da região onde residem, não necessitariam se deslocar em grandes distâncias para chegar ao serviço. Tal realidade esvaziaria, a olhos vistos, as plataformas de embarque de trem e metrô, como também os terminais urbanos, evitando dessa maneira o tumulto gerado pelo excesso de pessoas nesses locais. Mas, para isso acontecer, é preciso que as empresas instaladas nessas regiões populosas supram a demanda de desempregados.  
    Outra iniciativa que pode fazer a diferença é o aumento da frota tanto de ônibus como de metrôs e trens de subúrbios para atender a necessidade da população. Para se tornar eficaz esse sistema, é preciso a capacitação de profissionais que zelem pelo bom funcionamento da logística do transporte público.  
   O que se percebe é que o poder público está tentando resolver esse problema. Contudo, falta organização no sistema, como um quadro de horário eficiente que atenda a demanda e uma maior orientação do fluxo de pessoas que usufruem tanto das estações  quanto dos terminais urbanos.
    

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Polêmica no ar

   Dia 30 de junho será realizado em Bauru a primeira Marcha da Maconha. O movimento está sendo organizado por meio das redes sociais. Segundo dados divulgados pela imprensa local, mais de 600 pessoas já confirmaram presença no evento. A  ideia dos manifestantes é chamar a atenção das autoridades para a legalização e descriminalização da maconha, além de acabar ou amenizar o preconceito com os usuários.
   Para polemizar ainda mais as discussões sobre o assunto, a Comissão de juristas que discute mudanças no código penal aprovou, na semana passada, a descriminação do uso e o plantio de drogas.  Se a proposta passar pelo congresso, deixa de ser crime plantar, comprar, guardar ou portar qualquer tipo de droga para uso próprio.
   Estamos vivendo uma inversão de valores. Há um tempo atrás, se considerava perigoso para a sociedade o uso contínuo de algumas substâncias, diga-se de passagem, ilícitas como a própria maconha ou outras drogas mais pesadas. Na Holanda, por exemplo, existem lojas especializadas para a venda de tais produtos, assim como lugares que são permitidos o consumo dos mesmos.
   A questão está nos efeitos à saúde que essas drogas podem causar a longo prazo. Segundo dados divulgados no site Psicologia e Saúde, o consumo da maconha em demasia, por exemplo, pode reduzir a capacidade de memorização e aprendizado de uma pessoa Outros fatores de risco causados pela erva são problemas físicos como vermelhidão nos olhos, ressecamento na boca, além de taquicardia. Normalmente quem faz o uso da maconha eleva seus batimentos cardíacos de 60-80 para 120-140 batidas por minuto. Sendo assim, a probabilidade de ela ter um ataque do coração é muito alta. O site também alerta que, devido à exposição permanente a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória.   
   Analisando essa realidade, o governo estaria preparado para cuidar desses novos doentes? A administração pública já gasta milhões em reais todos os anos para cuidar de doenças causadas pelo consumo do cigarro como a enfisema pulmonar, câncer na próstata, impotência sexual, má circulação sanguínea, além de outros males.       
   A realidade mostra que os usuários de drogas, como aqueles que consomem a maconha, estão buscando o direito de ter seu lugar ao sol. Cabe agora ao governo saber lidar com esse novo cenário

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Falta de Perspectiva

    Uma cidade que se prese deve zelar pelo bem estar de seu habitantes. No entanto, parece que nossos líderes municipais não se importam muito com isso. Um triste episódio noticiado no município de Marília ilustra bem esse descaso.Lá, 34 famílias do bairro Santa Antonieta 2, em uma área conhecida como "Linhão", estão sendo obrigados a deixar suas casas por causa da rede de transmissão de energia elétrica.
   A decisão partiu da  juíza Jaqueline Bredariol que levou em consideração os perigos que estas famílias corriam residindo naquele local uma vez que as casas foram construídas em meio a fiação elétrica, colocando a população local sob risco de choques elétricos.  Além disso, o bairro sofre frequentes inundações consequentes das fortes tempestades. A Defensoria Pública agora exige que a prefeitura inscreva os moradores do Linhão em um programa de desenvolvimento urbano.
    É notável a falta de planejamento urbano que houve dos governos anteriores para resultar nesta desfavorável situação do moradores mariliense. A verdade é que eles não deveriam ter permitido que famílias construíssem suas casas naquele local. Há outras maneiras de resolver a problemática da moradia. Uma delas é construir casas populares. A pergunta que se faz é por que a prefeitura de Marília  não pensou nessa possibilidade quando percebeu que famílias estavam erguendo suas construções naquele local de risco? E agora, como é que ela vai fazer para transferir esses moradores em uma área mais segura? Esperemos que esse problema seja resolvido logo.   


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um novo olhar para educação

     A violência nas instituições de ensino impressiona. Nestes últimos meses estamos vivendo uma situação limite nas escolas públicas e até em algumas particulares. São casos de desrespeito extremo entre professor e aluno, brigas entre estudantes que resultam sempre em agressões físicas e, em casos mais graves, pais de alunos participando dessa barbárie em defesa de seu filhos. Soma-se a isso o vandalismo praticado por crianças e jovens aos órgãos educacionais.    
     Foi pensando nessa triste situação que o secretário estadual de Educação senhor Herman Jacobus Cornells Voorward colocou como uma possível solução a presença ostensiva da Polícia Militar na porta das escolas e promotores dentro das instituições para ensinar os professores a mediar conflitos. 
     O que estaria acontecendo com nossas crianças e jovens? Se analisarmos, perceberemos que a figura do professor, atualmente, vem perdendo seu valor a cada dia. Isso é muito grave, uma vez que é pelas mãos do educador que adquirimos um cabedal imenso de conhecimento. Nessa realidade, encontramos profissionais da educação desmotivados, sem perspectivas e temerosos. Afinal de contas, hoje em dia qualquer aluno agride o professor por motivo fútil..
    Os pais das crianças, verdade seja dita, têm uma grande responsabilidade nesses lamentáveis episódios. Isso porque, pela lógica, se uma criança se porta de maneira violenta nas escolas é porque ela vive em um ambiente hostil, onde a desarmonia e o desamor residem 
    .O convívio sadio entre todos os envolvidos no ciclo educacional.(pais, professores e alunos) seria um dos prováveis caminhos para solucionar esse problema.  Em nosso país há um grande aliado para isso que é o projeto Amigos da Escola. Contudo, percebemos que tal iniciativa, apesar de louvável, não está conseguindo atingir toda a população na luta  contra a violência nas escolas. 
     A sugestão do secretário estadual da Educação aparece, nesse sentido, como uma ação emergencial para tal problema, mas não para por aí. As próprias instituições de magistério têm como obrigação passar aos educadores noções de como lidar com alunos indisciplinados. 
     Temos que ter um novo olhar para educação. Um olhar que celebra e respeita a figura do professor e proporcione um ambiente sadio aos alunos.         

segunda-feira, 7 de maio de 2012

LOUCOS POR TÍ


Surpreendente.  Essa deveria ser a palavra ideal para definir o belo desempenho do Corinthians nas Libertadores. Este time que muitas glórias nos deu nestes longos 102 anos de existência, hoje faz sua temporada mais marcante num dos campeonatos de maior importante no universo futebolístico. Liédson, Sheik, Jorge Henrique, Danilo e toda a equipe de jogadores estão se comportando como verdadeiros guerreiros em busca do valioso tesouro que é a tão sonhada conquista da Libertadores. Mérito total do técnico Tite, que soube, como poucos, dominar a estrutura técnica corinthiana.  Hoje, ele colhe os louros da glória pela sua admirável competência diante esse time que só trás alegria para sua torcida. Vai, timão do coração! Vai Corinthians! Faço parte desse bando de louco! Louco por ti Corinthians!

Jogadores, acreditem em seus potenciais, suas qualidades. Joguem com raça, determinação.  Vocês são guerreiros nessa jornada de vitórias! Caminhemos, então, para a tão sonhada conquista!

Comissão técnica, como maestros vocês estão conseguindo reger sua equipe com harmonia e cadência. Dêem o sangue se for preciso, mas vamos buscar esse troféu tão desejado!

sábado, 28 de abril de 2012

A estreita relação entre drogas e violência


Bauru está vivendo um drama que amedronta toda a sua população: o consumo excessivo de entorpecentes por alguns jovens e adultos e a relação dessa prática ilícita com roubos e assaltos cometidos pelos próprios dependentes. Os usuários costumam ficar  reunidos normalmente no centro da cidade, perto da linha férrea (esta localidade já está sendo chamada pelas autoridades como a cracolândia de Bauru), fazendo uso de drogas pesadas, sendo o crack a preferida entre eles. Como alucinados, eles andam como zumbis e, na fissura de consumir de forma contínua tais produtos ilícitos, atacam violentamente pessoas que moram ou transitam naquela região.
Um dado alarmante é que se esse problema está se espalhando por quase toda a extensão do centro da cidade que ficam próximas a via férrea, como as ruas localizadas perto do viaduto inacabado sobre a avenida Nuno de Assis.  Há alguns dias, moradores que mora na região do Bairro Bela Vista e que necessitam passar naquela localidade para voltar para suas residências têm vivido esse tormento. Eles relatam que quando anoitece usuários de drogas estariam assustando e roubando pessoas que trafegam a pé. Os reclamantes afirmam também que um dos acessos que liga o centro ao bairro é mal iluminado e repleto de mato alto em seu entorno. Um cenário perfeito para práticas de assaltos violentos. 
É realmente deplorável essa realidade. As cracolândias estão se espalhando de uma forma espantosa. Isso se deve pelo acesso fácil que se tem ao entorpecente que é vendido desde as bocas de fumo até as portas de escola.   
Mais que caso de polícia, essa problemática virou uma questão de saúde pública. Na capital de São Paulo, por exemplo, depois de a polícia ter feito uma “faxina” na região central de São Paulo expulsando os usuários de drogas daquela localidade, eles saíram andando a esmo, sem destino, tomadas pelo transe que a droga exerce no sistema nervoso. O resultado dessa ação foi mais paliativo. Dias depois, alguns dependentes voltaram para ruas centrais da capital e o drama ainda persiste.
 Encaminhar os usuários para clínicas de recuperação para dependentes químicos é o grande dilema para as administrações públicas. Em Bauru não é diferente. É preciso tomar uma iniciativa imediata para essa situação penosa.



terça-feira, 17 de abril de 2012

A decisão polêmica do STF

      Nesta última semana o STF (Supremo Tribunal Federal), através de uma votação entre seus principais magistrados, considerou favorável a interrupção de gestações de fetos anencéfalos. Na concepção do órgão judiciário, a antecipação do parto é possível nesses casos uma vez que, sob a luz deste argumento, tal forma de espécie é desprovido de cérebro e, por consequência, incompatível com a vida. Nesse sentido, não se trataria de um aborto juridicamente  proibido em lei. 
       Analisando humanamente esta polêmica questão,  pode-se dizer que é um grande avanço para o bem estar da sociedade como todo. Isso por que, segundo alguns especialistas, o tempo de sobrevida de fetos anencéfalos é muito curto (questão de horas ou dia). Além disso, a decisão favorecerá aquelas mães que são obrigadas a levar adiante uma gestação de alto risco. Um caminho doloroso e sofrível.
       Abro aqui, contudo, algumas considerações. O termo "incompatível com a vida" soa algo muito severo. Se consideramos que tais fetos nessas condições conseguem sobreviver pelo menos algumas horas ou dias, pode-se dizer que há, de uma certa maneira, um sopro de vida, mesmo que muito fraco. Na cidade de Bauru foi noticiado o caso de uma garota de apenas 21 anos que, em sua terceira gravidez, gerou um bebê anencéfalo. Foram quatro dias de sofrimento e esperança. A família esperava um milagre acontecer, mas infelizmente, esse episódio terminou com uma imensa tristeza para os pais.  
       Celebrar a vida é preciso. Ela é a coisa mais preciosa que temos. Contudo, desumano é deixar que um pequeno ser perca sua recém-preciosidade, causando sofrimento e dor para aqueles que não merecem passar por isso.   

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Relação Conflituosa

        Todo o feriado é a mesma aflição. Milhares de detentos são beneficiados com a já tradicional "saidinha temporária". Só na nossa região, 3,8 mil reeducandos já estão nas ruas. Destes, 170 vão ficar em Bauru. Pela regra, só poderiam gozar desse benefício  aqueles detentos que apresentam bom comportamento dentro do cárcere. Contudo, infelizmente, não é isso que está acontecendo.
         Nem precisa de estatística para observar que a criminalidade aumenta barbaramente nesse período. Já na manhã de ontem (05 de abril), um rapaz de 28 anos, que havia sido contemplado pelo projeto social, foi detido em flagrante pela Polícia Militar após furtar uma casa no Bairro Chácara das Flores, em Bauru.. O mais impressionante é que ele havia sido liberado há poucas horas na "saidinha" da Páscoa.
         Observa-se que há uma grande dificuldade das unidades prisionais em selecionar aqueles reeducandos realmente merecedores do tão esperado benefício. É fato que a personalidade de  alguns detentos confunde as autoridades, uma vez que, enquanto em reclusão eles apresentam um comportamento pacato e fora desse ambiente, uma postura mais agressiva e até violenta.
          Essa iniciativa a favor do encarcerado seria até louvável. Todo o ser humano preso deve ter o direito do convívio com seus familiares em época de celebração, seja qual for a data festiva. É uma forma de eles recomeçarem uma relação mais sadia com a sociedade. Porém, deve haver uma análise mais criteriosa daqueles que serão contemplados com esse benefício. Só assim, alcançaremos  tão desejada PAZ.

sábado, 31 de março de 2012

Jogos de futebol e torcida organizada: Mistura perigosa?

        Domingo passado mais uma vez os telespectadores assistiram uma cena lamentável. Num dia de sol, quando famílias saem para passear e passar momentos felizes, grupos de selvagens se enfrentaram criando um ambiente de guerra sangrenta na capital paulista. O motivo dessa insana atitude: rixa entre torcidas organizadas. O resultado dessa selvageria foi dois torcedores mortos: um do Palmeiras e outro do Corínthians.
     O mais impressionante disso tudo é que, agindo desse jeito, esses arruaceiros (que não deveriam nunca ser chamados de torcedores) mancham de forma negativa suas torcidas organizadas e, consequentemente, suas agremiações. Quando as torcidas organizadas foram criadas, era para dar mais brilho ao belo espetáculo que é o futebol. Com suas bandeiras e gritos de guerra, elas tornam mais eletrizantes os confrontos de grandes equipes como Corínthians, Palmeiras, São Paulo e tantos outros.
     Agora, por causa de verdadeiros criminosos, nossa grande atração dos fins de semana está mais chata, sem o brilho mágico que as torcidas organizadas promoviam nos estádios Brasil afora. Amanhã, as novas disputas futebolísticas estarão menos vibrantes sem o coração pulsante das torcidas organizadas. Culpa desses maus torcedores.

sábado, 17 de março de 2012

Velho novo tormento

       Bauru na quarta-feira foi surpreendida com uma tempestade vassaladora e o pesadelo das enchentes voltou a atormentar os moradores da cidade.Em menos de meia hora as principais ruas e avenidas se transformaram em rios de correntezas fortes, causando o desespero daqueles que estavam voltando para casa.
      E o caos tem endereços certos: avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves, ruas Alfredo Maia e Nuno de Assis. Nestes locais, um verdadeiro roteiro de filme de terror se faz acontecer com pessoas presas em carros tomados pelas águas sujas e barrentas, casas sendo inundadas pelas fortes correntezas e moradores arrastados  impiedosamente pelas imensas enxurradas.
       Até quando a população local será vitima dessa violenta realidade? Quantas vidas devem ser destruídas para que o governo local tome as devidas providências? Uma administração consciente tem como regra de ouro prevenir que catástrofes naturais possam atingir sua comunidade. Tomemos como exemplo o Japão que, passado o terror do terremoto seguindo de um tsunami há um ano atrás, aplica ações salutares de prevenção, orientando a comunidade local sobre como agir em caso de emergência e, assim, tranquilizando-os. Isso sem contar a impressionante recuperação estrutural de ruas e avenidas japonesas que o mundo presenciou. O governo precisa agir, e rápido    

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sociedade estressadas, pessoas doentes

    Estamos na semana do julgamento do episódio que chocou o país no ano de 2008: o caso Eloá. Uma adolescente cheia de vida que foi barbaramente sequestrada e assassinada por Lindemberg Alves seu ex-namorado. Se tudo correr como a população espera, o acusado será condenado e vai passar um bom tempo atrás das grades.
    A questão que se faz é o que se passa na cabeça de alguém para tomar tal atitude violenta? Strees? Intolerância? Nervosismo? Ou a junção de tudo isso? É fato que hoje vivemos numa sociedade onde as coisas acontecem numa velocidade incrível. Hoje em dia, as pessoas estipulam suas metas e vão acumulando compromissos que, quando eles percebem, já estão sufocados com tanta coisa para fazer.
   O resultado é desastroso: a temida estafa mental, que se manifesta de diversas formas. Uma delas é mania de perseguição, sintoma que aconteceu com aquele artista plástico que pegou o carro de madrugada no condomínio em que morava e causou o terror nas principais ruas centrais da capital paulista. A depressão  é outro resultado da estafa mental. Ela pode encadear um quadro de extrema intolerância entre as pessoas. No meio desse furacão de sensações negativas aparece a ansiedade que pode levar as pessoas a um estágio de insuportável angústia. É aí que mora o perigo.
      As pessoas precisam encontrar seu equilíbrio para conviver em harmonia. Existem várias maneiras para isso. A espiritualidade é uma delas. O poder da oração pode transformar uma vida atribulada em momentos  serenos. Praticar ioga é outro exercício eficaz. Ela acalma os ânimos. E, acima de tudo, encarar a vida de uma maneira mais tranquila. Só assim as pessoas alcançarão a paz tão desejada.      

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cada qual com sua responsabilidade

     As grandes cidades estão convivendo, há anos, com um grande problema: o trânsito carregado. Ele se tornou um grande tormento, tanto para aqueles que usam o serviço público de transporte, como aqueles que utilizam seus próprios veículos. E isso se percebe em todas as capitais ao nascer do dia e ao cair da tarde.
     Tal fato revolta muito a população que exige do poder público uma atitude enérgica para acabar com esse problema. A população de São Paulo, a metrópole mais importante no Brasil, é a que mais sofre com esse problema. Lá, todos os dias, os congestionamentos chegam a mais de 200 quilômetros. Seria como se fosse  a distância da capital à cidade interiorana de Botucatu.
     Soluções parecem que estão sendo tomadas e alternativas, analisadas. No caso da capital paulista, há décadas, foi implantado o rodízio de automóveis que, pela lógica, deve aliviar o caótico trânsito Más hoje em dia essa ação já não atende as necessidades das vias públicas quase sempre entupidas por automóveis.
       A saída para toda essa dor de cabeça é uma ação em conjunto entre o poder público e a população. Cada um com suas responsabilidades.  Os governantes num investimento forte no transporte público e o cidadão encontrando locomoção alternativa como bicicletas. Eis a solução    .

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TEMPLO DO VAZIO

    É chegada a hora. Mais tarde nas TVs das famílias brasileiras o mais comentado programa do país faz sua estreia em rede nacional. O momento é de expectativa, afinal de contas, estaremos conhecendo os dose heróis dessa atração. Heróis? Sim heróis dos barracos, das intrigas, dos palavrões e das cenas imorais que durante meses nos atormentarão todas as noites.
    Como um intruso, esse programa invade todos os ambientes, fazendo dele o principal tema entre as conversas daqueles que defendem essa atração. E, se o objetivo é conquistar o público, ele alcançou tal feito. Seus produtores conseguiram transforma-lo em líder de audiência, afinal de contas, saber da vida alheia é um interesse do ser humano, ou não. será?
     A cultura do "vamos dar uma espiadinha" está acabando com o bom senso no relacionamento interpessoal. Hoje em dia invadir o espaço alheio e, o pior, fazer um pré-julgamento do mesmo, é uma coisa natural. É aí que mora o perigo. Parece que não há limites para comentários maldosos e sem noção. Estamos tornando carrascos de nós mesmo. Pena que isso é mascarados por garotos sarados é moças siliconadas. Todos semi-nus vivendo uma vida de vazios. Até quando vamos conviver com isso???

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ANO NOVO

UM ANO COMEÇA E AS ESPERANÇAS SE RENOVAM. AGRADEÇO A TODOS AQUELES QUE TORCERAM POR MIM NA MINHA RECUPERAÇÃO. QUE DEUS OS ABENÇOE

Sem Perspectiva

          Vidas perdidas, famílias desesperadas,choros e lágrimas. O que parece ser um roteiro de filme de terror está acontecendo em nosso país por consequência das chuvas torrenciais que assolam alguns estados brasileiros. O que impressiona é que são problemas que vem de longa data e o poder público parece não ter interesse de mover uma palha para encontrar a solução.Uma situação de abandono se instala no Brasil e o povo vive a míngua sem a proteção daquele que deveria zelar pela sua proteção: o poder público.
           No caso da região serrana fluminense, o buraco é mais em baixo. Lá, há exatos um ano atrás (janeiro de 2011), a população daquela região já sentia a fúria da natureza. Na ocasião, cidades foram devastadas, casas destruídas sem contar o número de mortes que saltava a dados absurdos. Passado o grande terror políticos prometeram um tempo de paz para aqueles que perderam tudo. E o tempo passou.
          Hoje, um ano após a tragédia, parece que nada foi feito. E o pior: dinheiro destinado às enchentes supostamente foram desviados pelos prefeitos dos municípios atingidos. A diferença desse novo pesadelo é que outros estados estão passando pela mesma situação agravante.. Dói ver cidades sendo tomada pela água, famílias perdendo uma vida inteira pela enxurrada e sem nenhuma perspectiva para o futuro. 
           A esperança é que os políticos coloquem a mão na consciência e comece a agir. O povo brasileiro agradece