A malha férrea da região cento-oeste pede socorro. Os trilhos que traziam a prosperidade para cidades como Bauru, Botucatu e Avaí, hoje estão abandonados pelo esquecimento daqueles que deveriam zelar pelo bem público. O resultado de tudo isso são descarrilamentos frequentes de vagões com produtos necessários para a riqueza de uma nação, causando perigo para o meio ambiente e para habitações que são construídas às margens dos trilhos.
O fato é que, depois que o trecho férreo foi terceirizado para a iniciativa privada em 1996, a estrutura desse modal se deteriorou. As belas locomotivas tornaram-se imensas sucatas abandonadas em pátios e barracões localizados próximos aos trilhos. O mesmo destino teve alguns vagões que, no passado, ajudaram a trazer o progresso para as cidades.
Foi nessa mesma época que a malha rodoviária deu um salto de modernidade. As estradas tornaram-se verdadeiros tapetes. Foram construídos postos de serviço para os usuários e pontos telefônicos foram instalados em trechos estratégicos da via para atender à necessidade dos motoristas. A população foi a principal beneficiária dessa transformação. Ironicamente as estradas paulistas, tal como a malha férrea, foram também privatizadas.
O caminho do desenvolvimento de um país passa pela soma de três principais meios de transporte: rodo, hidro e ferroviário. Em relação aos dois primeiros modais citados, é visível a conservação estrutural. Já a malha férrea paulista que passa na região centro-oeste é uma vergonha. Os trilhos apresentam-se deteriorados, com seus dormentes podres. Nos trechos onde a malha corta a cidade, as passagens de níveis se apresentam sem cancelas e , muitas vezes, sem uma sinalização adequada indicativa.
É preciso uma ação mais concreta daqueles que são responsáveis pela conservação da malha ferroviária. Afinal de contas, o progresso também pode vir pelos trilhos.
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