quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mar de carros

FONTE DA IMAGEM ICETRAN.COM.BR
    Ontem, em visita ao Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff anunciou a prorrogação, até o fim do ano,  das alíquotas menores de Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) ao setor automotivo no Brasil. Com isso, o governo quer estimular, ainda mais, o consumo de veículos sem aumento de preços, dando fôlego ao crescimento da economia.
    Nessa nova configuração, os automóveis modelos 1.0 continuarão com alíquota zero. Já os modelos de até 2 mil cilindradas têm a taxa fixada de 5,5 até 6%, enquanto que os utilitários, de 1%.  Esses números  fizeram crescer, vertiginosamente, a corrida dos consumidores em busca de veículos zero quilômetro. Por causa disso, alguns modelos já estão faltando nas concessionárias em razão da grande procura. 
     Nota-se que o brasileiro está feliz com essa realidade. Afinal de contas, as pessoas estão realizando o sonho de ter um carro com cheirinho de novo. Contudo, até que ponto esse consumo exacerbado por automóveis é positivo para as vias urbanas? 
     A cada dia que passa, ruas e avenidas de médias e grandes cidades são tomadas por um mar de carros, entupindo o trânsito e deixando-o caótico. Não bastasse isso, a fumaça que sai dos veículos polui severamente o ar que respiramos.
    Uma alternativa é deixar o automóvel na garagem, usando-o apenas no final de semana e fazendo uso do transporte público em dias úteis. Mas, para isso, é preciso uma mudança de atitude das pessoas e do poder público. 
    Explico. Se cada cidadão pensasse nos pontos negativos que um imenso congestionamento acarreta  para cidade e para ele próprio com estresse, cansaço e poluição, pensaria duas vezes em deixar o carro na garagem e usar o transporte público. Ou, na melhor das hipóteses, usar meios alternativos, como bicicletas.
    Quanto ao poder público, é primordial que este faça as adaptações necessárias nas vias urbanas para receber esse público que está deixando seus carros na garagem e fazendo uso de outros meios de transporte. Para começar, deve-se aumentar  a frota de ônibus e definir, de forma funcional, suas linhas e itinerários.
     Quanto àqueles usuários que utilizam bicicletas para se locomoverem, o governo municipal deveria ampliar, de maneira considerável, as ciclovias e ciclofaixas. É preciso também tornar esse sistema funcional, de modo que ciclistas, motoristas e pessoas que utilizam ônibus possam conviver em harmonia