segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Corrupção: Quem são os verdadeiros responsáveis?


O Brasil está vivendo um mal que parece estar longe de ser exterminado: a corrupção. E ela parece que esta irraizada na cultura política do país. Depois do escândalo do mensalão, onde vários partidos aliados do governo se envolveram em um suposto esquema de pagamentos mensais a deputados no valor de R$ 30 mil em troca de apoio a projetos do executivo, agora é a vez das instituições partidária que faz oposição ao governo entrar no esquema. Ou seja, aquelas agremiações que mais criticaram o desvio de conduta de alguns políticos do governo, hoje seus representantes se encontram agindo da mesma forma.
Esse é o caso do governador do Distrito Federal, Roberto Arruda do partido Democrata que está sendo acusado de participação de esquema de pagamento de propina a parlamentares aliados. A diferença é que, ao contrario de outros escândalos, há diversas imagens gravadas e veiculadas na TV que mostram o governador recebendo maços de dinheiro, assim como deputados distritais e também o empresário Alcir Collaço, dono de um jornal respeitado na capital federal.
No rastro da corrupção vem outro político, agora integrante do PSDB que está no alvo do Supremo Tribunal Federal. O ex-governador Eduardo Azeredo está sendo acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o então candidato ao governo mineiro é acusado de ter desviado R$ 3,5 milhões de três estatais para a sua reeleição em 1998.
O que mais revolta nestes dois casos é o uso do dinheiro público para interesse particular quando, na verdade, esses mesmos recursos poderiam ser usados para o custeio na construção de casas populares, escolas e hospitais, como também para a manutenção dos benefícios públicos.
Mas o problema em si não está propriamente nas instituições partidária e sim em seus membros. Se o cidadão se propuser a fazer uma pesquisa sobre as bases éticas dos partidos nacionais, observará que todos, em potencial, exigem dos seus integrantes uma boa conduta moral.
É o caso do PSDB que, de acordo com os pontos mais importantes do programa do partido, ressalta, entre outras propostas, o crescimento econômico sustentável com distribuição de rendas e reforma política que fortaleça os partidos, aproxima os eleitores de seus parlamentares e reduza/elimine as possibilidades de corrupção (grifo meu).
O DEM também recomenda aos seus integrantes uma conduta de acordo com os valores humanos. Em seu código de ética, o capítulo sete orienta explicitamente, através do artigo 31 incisos 14 e 15, o comportamento ideal de um político diante suas atividades. Eis as recomendações: “conduzir-se na vida pública e privada com rigorosa probidade, anteposto interesses públicos acima do particular” e “defender os interesses da família e da coletividade”.
O desvio de conduta daqueles que representam o povo no poder causa um grande prejuízo para o país. Uma imensa quantidade de dinheiro público desviado do país vai parar nas contas de políticos inescrupulosos que fazem o que estiver ao alcances deles para enriquecer ilicitamente e atender seus caprichos. Isso é o fundo do poço para a democracia.    
                   

Recado aos leitores

Prezados,

Ficarei um período ausente pois passarei por uma cirurgia em meu ombro esquerdo. Más tão logo estarei de volta. Torçam para que dê tudo certo. Enquanto isso, fiquem com um texto que fiz alguns anos atrás

Um pequeno raio-x do setor industrial bauruense



Bauru pode ser considerado um respeitável pólo de investimento industrial. Isso se demonstra através das estruturas que cerqueiam a cidade como o fato desta ser servida por rodovias com as melhores condições de uso do país, pela hidrovia que atravessa a região, pelo aeroporto e pela ferrovia. Além do que, a posição estratégica de Bauru coopera com a redução dos custos operacionais das empresas, principalmente logístico, o que pode atrair mais industrias.
Gerando um faturamento anual em torno de R$ 700 milhões, dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o que representa 48,14% da economia do município, a “Cidade Sem Limites” ainda deve evoluir muito no que tange ao suporte estrutural que a ela oferece às empresas instaladas em sua área urbana. A falta de infra-estrutura nos distritos industriais emperra o desenvolvimento das fábricas que prestam serviço nesses lugares. A médio e longo prazo esse aspecto pode ser deveras prejudicial ao município, pois acaba fazendo com que os outros empreendimentos industriais percam o interesse em se instalar aqui. 
Outros fatores que devem ser levados em consideração, e que contribuem para esse negativo caso, é a instabilidade políticoadministrativa e a falta de uma ação econômica eficaz. No que se refere ao primeiro item, a política bauruense viveu, nestes últimos 10 anos, momentos conturbados como a cassação de um prefeito e situações de corrupção na maquina pública. Por fim, em âmbito nacional, os impostos que o poder público cobra para uma empresa se manter instalada numa determinada região metropolitana são muito altos e, conseqüentemente, esse quadro é desvantajoso para a mesma.     
Atualmente, a indústria absorve quase 20 mil pessoas em postos de trabalho, um número expressivo de famílias que necessitam dessa realidade para sobreviver. Soma-se a isso o fato de o setor industrial bauruense gerar mais arrecadação e emprego comparado com o comércio e construção civil. É necessário que o poder público tenha sempre suas atenções voltadas à esfera fabril de seu município, pois é através dela que o progresso bate à porta de qualquer centro urbano. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Comportamentos Distorcidos

    Atualmente, o Brasil elege, em cada legislatura, mais de 500 líderes públicos para nos representar frente às esferas governamentais, sejam elas em âmbito federal, estadual ou municipal. Tais lideranças deveriam, de acordo com o bom senso, ser caixas ressonantes dos nossos desejos e anseios diante o grande poder que emana da administração pública.;
    Contudo, muito desses líderes deixam se influenciar negativamente por uma conduta sem ética e sem valor. Essa realidade faz surgir dois tipos de políticos: os ideológicos, que são aqueles que têm como princípio a prática de uma política sem mancha, e os fisiológicos, considerados picaretas e sem escrúpulos.
     O grande problema da política brasileira e, com certeza, o principal motivo da permanência da corrupção no país é que esses dois grupos distintos frequentemente se alinham para determinados fins. Quase sempre o objetivo principal é o enriquecimento ilícito através de desvios de verbas em obras em prol da população. Tal atitude gera revolta e descontentamento das pessoas carentes de assistencialismo.
    Cabe aqui uma questão.  Então por que os ideológicos não fazem nada para mudar essa situação? A resposta mais adequada é que, pelos "interesses do povo", os políticos de boa índole acabam fechando os olhos aos desvio de conduta de seus colegas. Explico: como esses maus líderes são também aliados, sendo peças importantes na aprovação de projetos favoráveis à população, eles podem barrar ações interessantes para o desenvolvimento do país.
      Outro fator que contribui para a existência da corrupção é a permanência de pessoas de ética duvidosa na base de sustentação da administração federal,  políticos que, em algumas circunstância, praticamente dão as cartas no governo. Iniciativas de combate às práticas ilícitas até que existem, más uma força as impede de serem concretizadas. Nossa presidente Dilma, nesse início de governo, tentou varrer a corrupção, demitindo aqueles que ferem a honra no governo. Contudo, por causa da "relação de favores" que existe no sistema governamental, ela não conseguiu dar continuidade a sua ação.
     Atitudes como as de Dilma são muito válidas para acabar de vez, ou em parte, com a corrupção. Ela surpreendeu, revelando ser uma líder de pulso firme, que não tolera mais desvios de conduta daqueles que deveriam dar exemplo de honestidade. Pena que boas ações nadam, nadam, más morrem na praia        

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Falta de bom senso


Uma cidade deve ser zelada por aqueles que lá residem. Tal ação passa rigorosamente pelo bem cuidar de ruas, avenidas, praças e parques. Contudo, não é isso que acontece com uma parcela considerável da população bauruense. É impressionante a falta de bom censo da população local quando o assunto é limpeza pública e a conservação de equipamentos destinados ao cidadão. Basta você caminhar nas ruas e perceber esse fato.
O cruzamento das ruas Machado de Assis com a Rio Branco exemplifica bem essa realidade. Neste local existe um ponto de ônibus. Algumas pessoas que esperam suas respectivas linhas passar, ao se deleitarem com suas guloseimas, não se esforçam nem um pouquinho para jogar tais detritos nas lixeiras espalhadas na cidade. O pior é que quando tentamos orientá-las para uma atitude mais cidadã, finjam que não é com elas ou acham ruim e dizem que nós não temos nada com isso.
A paisagem que se vê, diante desse ato impensável e irracional, são ruas, praças e parques empilhada de sujeiras por todo lado. Na lista encontramos latinhas de refrigerantes, saquinhos de salgadinho e de biscoito, panfletos de propaganda e até a tão popular bituca de cigarro. Em algumas circunstâncias essas pessoas jogam lixos em sequências dentro de seus carros em movimento, emporcalhando mais ainda as vias.
Não é segredo para ninguém as conseqüências catastróficas que essa atitude pode causar para a população e a principal delas é a enchente. O que mais impressiona é que quando esse desastre ambiental acontece, o primeiro culpado que a população condena é o poder público. É muito fácil nos despirmos de nossas responsabilidades quanto cidadão.
Na realidade, a administração municipal faz sua parte, colocando equipamentos públicos apropriados para o uso do cidadão comum como as já tão ressaltadas lixeiras além de orelhões, postes de luzes, aparelhos de ginásticas ao ar livre e bancos de praça. Contudo, em vez da população conservar tais patrimônios, ela as destroem. Os bauruenses ainda tem muito a aprender.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novo imposto para a saúde. Solução?

Parece que a gestão da presidenta Dilma quer ressuscitar a cobrança da CPMF agora rebatizada como CSS (Cobrança Social da Saúde). A justificativa é que as despesas do Governo Federal aumentou conforme noticiado de maneira ampla pela imprensa.
Há muitas divergências diante esse tema. Algumas pessoas são totalmente contra a criação desse "novo" imposto, argumentando que seria mais um tributo para o pobre salariado pagar. Outros líderes, como Geraldo Alckmim, se mostraram a favor do tributo, desde que o destino da cobrança seja mesmo dedicado ao seu principal fim.
Não é de hoje que o sistema de saúde no Brasil não anda bem das pernas. Alguns de nossos hospitais continuam sucateados. Outros não conseguem atender as demandas da população, trazendo, a ela, sentimentos de revolta e abandono.
Estão se tornando frequentes mortes de pacientes por falta de médicos ou superlotação. Os noticiários divulgaram dias atrás casos que ilustram essa triste situação. Mães que, em trabalho de parto, percorreram diversos hospitais tentando dar a luz. O final da história todo mundo já conhece: dor revolta perda.E não precisa ir muito longe para comprovar o problema. Bauru vive numa interminável novela de filas e falta de médico. Um desrespeito extremo para com a população local
Diante a paúra que vive atualmente a saúde em nosso país, a impressão que dá é que a CSS pode ser uma luz no fim do túnel para esse problema. Contudo, considerando que o desvio de verbas para programas sociais à população é algo corriqueiro, a solução seria acabar com essa prática e, assim, fazer uma grande reforma no sistema de saúde.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crianças Perdidas

Ontem a cidade de São Paulo foi mais uma vez vítima de assalto. Dessa vez foram os moradores de um bairro residencial que sofreram com a ação. Seria mais um triste episódio se não fosse mais um agravante: quem estavam praticando os furtos era um grupo de crianças com seus 10, 11 e 12 anos de idade.
Ao serem capturadas pela polícia, elas foram encaminhadas para o conselho tutelar, onde esperariam seus pais ou responsáveis. As crianças, observando que não tinham mais o domínio da situação, começaram a quebrar e a destruir tudo que viam pela frente como se fossem selvagens. Uma cena grotesca e lamentável. Comprovou-se mais tarde que algumas crianças estavam drogadas
Qual a razão para tanta violência? O que está acontecendo com nossas crianças? Não é a primeira vez que isso acontece. Já virou rotina meninos e meninas invadindo lojas e furtando pequenos objetos. Alguns dizem que por trás destas ações há uma organização de traficantes de drogas.
O fato, e não há de se negar isso, é que está surgindo uma juventude perdida e sem futuro, onde a desesperança reina sem medida. Culpa de quem? De uma sociedade que está cada vez se marginalizando por falta de oportunidade. Oportunidade de boas escolas, de uma estrutura familiar exemplar que ensine as virtudes de uma boa convivência com o próximo, e acima de tudo, bons educadores.
Más a solução passa também pela estrutura educacional. Para o promotor da infância e juventude Thales Cézar de Oliveira, falta instrumentos dentro da sala de aula que possam atrair a atenção das crianças e, assim, resgatar esses pequenos delinquentes para os bancos escolares. É dessa forma que resolvermos esse problema

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Até que enfim estou de volta!

Depois de um longo e tenebroso inverno, estou voltando para essa rede social. Meu objetivo aqui é postar meus pensamentos nesse espaço virtual. Espero que agora dê tudo certo para eu trabalhar com tranquilidade nesse novo-velho espaço