sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Senhores e senhoras de Toga

FONTE DA IMAGEM: SITE IG
   Nessa semana, o julgamento do Mensalão chegou em um momento decisivo. Está sendo julgado o grupo político.que atuava na ação Os principais envolvidos no maior esquema de corrupção estão sendo condenados. As máscaras estão caindo e, aos poucos, estamos descobrindo quem são aqueles que se diziam defensores de uma política sem mancha.
   Os primeiros a verem seus castelos ruírem foram Roberto Jefferson,  o delator do esquema, e, mais recentemente, Waldemar Costa Netto. Este último, por sinal, atua em Brasília  como deputado. Algumas semanas atrás, a Corte já havia condenado  João Paulo Cunha  que, nessa eleição, tentava se eleger prefeito de Osasco.
   O que será que está acontecendo com nossos líderes? Será que o poder pode realmente corromper as pessoas? Há uma teoria que diz: dê o poder para alguém e você verá quem ele realmente é. Tal afirmação é impactante, mas não deixa de ter um fundo de verdade  Na teoria, algumas  pessoas se deslumbram com a vida pública, cheia de privilégios e conforto financeiro e aí se esquecem o real motivo de eles terem conquistado tal poder: defender os interesses da população.
    Graças à boa interpretação da Justiça, esses políticos corruptos estão sendo punidos. Mérito dos senhores e senhoras de toga que estão mostrando que uma vida baseada na desonestidade pode gerar consequências devastadora para quem a pratica.  Me arrisco em dizer que num país onde há carência de bons ídolos, esses profissionais que comandam o julgamento do Mensalão podem ser consideradas como tais  


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DECISÃO DIFÍCIL

    No último dia 30 de agosto o Conselho Federal de Medicina (CFM) editou uma nova resolução: a de número1.995. De acordo com a decisão, o paciente tem o direito de interromper o tratamento de saúde se este considerar tal procedimento inútil para a sua melhora em caso de doenças terminais ou estados vegetativos. Nesse novo cenário, o enfermo, uma vez consciente de seus atos e, se for  de sua vontade, terá o direito de informar ao médico o tipo de procedimento letal que quer receber quando estiver inconsciente e sem chance de cura.
    Por mais doloroso que seja esse momento, é preciso calma e muita reflexão para decidir o que realmente é melhor para ambas as partes. De um lado, está o paciente sofrendo as dores decorrentes de sua doença e os possíveis efeitos colaterais de um tratamento. Do outro, uma família que dedicou sua vida inteira ao ente querido, dando a ele amor e carinho e que, agora, não admite a possibilidade de perdê-lo. O que realmente é importante nessa situação?
    É preciso deixar a emoção um pouco de lado e refletir à luz da razão. Seria necessário prolongar o sofrimento daqueles pacientes que realmente estão condenados? E daquelas pessoas que passam anos ou décadas em estado vegetativo em cima de um leito? A resposta para estas questões devem ser analisadas cuidadosamente, uma vez que cada caso é um caso. 
    Além disso, muitas coisas que pesam nessa decisão: o amor, a convivência, o carinho e o sentimento de posse. É uma vida que está sendo decidida. Pelos ensinamentos religiosos, só o Criador tem o poder de decidir a continuidade ou não de uma vida. As religiões dizem ainda que ninguém tem o direito de provocar a morte de seu semelhante. Nesse grupo estão incluídos familiares e  alguns profissionais da saúde.
   Por outro lado, deve prevalecer a vontade do paciente que decidiu, por si só, encurtar sua vida, observando que, nada mais pode fazer para encontrar a cura de seu mal. Talvez tal decisão seria um ponto final para tanto sofrimento para ambas as partes.
    Esse é, de fato, um dos assuntos mais polêmicos que existe em nosso país e que tem necessita, ainda, ser discutido mais profundamente entre todos os envolvidos: familiares, paciente e médico. O ideal é que a tomada de decisão seja benéfica para todos.
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