A matança que ocorreu no dois presídios na região norte do Brasil, mais precisamente em Manaus e em Roraima, mostra o caos que está o sistema prisional brasileiro. No caso de Manaus, a proposta de permitir que familiares dos detentos pudessem passar os festejos de final de ano com eles pernoitando no local, talvez tenha sido louvável e humano. Contudo, deveriam ter avaliado se o presídio em questão comportasse um número tão elevado de pessoas. Resultado: um fluxo considerável de pessoas adentrando ao local e trazendo consigo todo o tipo de objeto seja legal ou ilegal Isso acabou incitando gangues rivais que, em um ambiente de superlotação que prevalece o ódio e a intolerância, acabaram se enfrentando causando a morte de centenas de condenados pela justiça ;
Em Roraima o cenário de horror foi semelhante. No entanto, diferente de rixa ente facções rivais, quem estava a frente da matança era integrantes do Primeiro Comando da Capital PCC que estavam concentrados no centro de detenção Os números das duas tragédias impressionam em Manaus foram 56 mortos, enquanto em Roraima, 33.
O governo, diante dessa situação desumana resolveu agir:anunciou uma reforma estrutural no sistema prisional. A primeira medida adotada pelo governo será a construção de mais presídio para abrigar um número maior de presos. Contudo, tal iniciativa já foi aplicada no passado e o resultado não surtiu muito efeito. Presídios lotados infelizmente ainda é uma realidade dura de se constatar e casos de motim vira e mexe são noticiados; No ano passado, o Brasil teve quase 400 mortes violentas nos presídios. No topo desse rankim macabro está o Ceará com 50 óbitos em centros prisionais.
Não bastasse isso, em algumas localidades os próprios agentes carcerários facilitam esse sistema brutal, permitindo a entrada de armas e drogas para dentro dos presídios