sexta-feira, 22 de março de 2013

A Algazarra

FONTE DA IMAGEM:: ACISA.ORG..COM
   As sessões da Comissão dos Direitos Humanos se transformaram  em verdadeiros mercados de peixe, com muita algazarra e gritaria. Tudo por conta de protestos contra o presidente do encargo: o deputado federal e pastor Marco Feliciano, filiado ao PSC de São Paulo. Se hoje os trabalhos dentro da bancada está uma desordem total, a legenda tem uma parcela de culta nisso. 
   Primeiro por que, ao escolher um integrante do partido ao cargo, teve a infelicidade de indicar um parlamentar que deu declarações infelizes sobre os menos favorecidos. Há um tempo atrás, Feliciano afirmou que os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé, numa demonstração extrema de preconceito contra os negros. Em uma outra afirmação polêmica, ele disse que as uniões homo afetivas destroem as famílias.    
    Os protestos contra Marcos Feliciano começaram desde que ele foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos e se intensificou com a eleição do deputado. Houve manifestações em várias cidades, organizados por movimentos a favor da tolerância entre as raças. No congresso, o deputado também foi alvo de críticas de colegas parlamentares.
    O que se espera de um presidente da Comissão de Direitos Humanos é que este tenha uma relação harmônica com os setores menos favorecidos da sociedade, o que não acontece na relação de Marco Feliciano e as classes sociais vítimas de preconceito. Nesse sentido, foi um equívoco a escolha do parlamentar.
     Numa demonstração de bom senso. o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves,  alertou que a permanência de Marco Feliciano se tornou insustentável frente ao encargo e que espera que até a próxima terça-feira (dia 26/04) a solução de tal impasse. Os menos favorecidos agradecem.
   .    

domingo, 17 de março de 2013

Votos de Pobreza

     Francisco. Esse foi o nome escolhido pelo novo papa da igreja católica  Jorge Mário Bergoglio. Para alguns teólogos, esse nome tem um forte significado de humildade e pobreza e, a começar pelas primeiras atitudes do novo pontífice, a nova denominação tem tudo a ver com ele. Em um encontro com jornalistas,  afirmou que a igreja católica precisa fazer seus votos de pobreza para cuidar dos pobres. Para isso, sugere que ela volte às suas raízes, distribua suas riquezas e concentre seus esforços para cuidar dos menos favorecidos. Bergloglio ressalta esta a principal missão da igreja católica.
   O novo líder do catolicismo afirmou que o Cardeal Dom Claudio Hummes foi quem o influenciou a escolher o nome. Segundo o pontífice, a adoção do nome é uma referência a São Francisco de Assis, um símbolo de austeridade e proximidade aos pobres. Mas para se tornar uma pessoa desapegada aos bens materiais, o santo teve que lutar contra as tentações da riqueza e da ambição, vivendo uma vida de renúncia aos apelos mundanos.
    Esse talvez seja o maior desafio do papa dentro de sua igreja, mergulhada numa crise financeira dentro de sua própria instituição bancária.  Que o Espírito Santo possa iluminar seus passos e suas atitudes diante a ambição que reina entre alguns poderosos do catolicismo.