Há quatro dias, o mundo se surpreendeu com a renúncia do principal líder da igreja católica. Muitas foram as especulações sobre o que poderia ter levado o pontífice a tomar tal atitude. As principais seriam a saúde já bem fragilizada de Joseph Ratzinger e sua idade avançada. Nos últimos tempos ele demonstrava, para seus fiéis, que aquele vigor que demontrava nos primeiros anos de papado já não o acompanhava mais. Algumas fontes do Vaticano afirmam que ele, ao longo de sua caminhada papal, sofreu algumas quedas e queixava de dores nas articulações que o limitavam muitas vezes em suas funções.
Se considerarmos que a função de um Papa exige força física e mental, em outras palavras, vitalidade, pode-se dizer que foi um equívoco o Vaticano ter eleito Ratzinger sucessor de João Paulo II em 2005. Na época, Bento XVI estava com 77 anos, uma idade já considerada avançada para assumir uma responsabilidade enorme que é representar a igreja católica frente ao mundo.
O catolicismo deve lançar um novo olhar para as recentes mudanças que estão ocorrendo. Para isso, o ideal é que seu novo líder tenha uma visão aberta sobre assuntos polêmicos que atrapalham o crescimento da igreja. Em suma, deve dar uma resposta firme que conforte seus seguidores em assuntos como família, relações interpessoais, aborto, etc. Numa declaração feita dias após Bento XVI ter renunciado, o arcebispo de Aparecida Dom Raimundo Damaceno afirmou que a igreja deve ser conduzida sempre com um olhar voltado para o futuro.
O fato é que um momento de transição e de mudança está por vir. A escolha de um novo líder religioso pode trazer um novo ânimo para o cristianismo.

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