sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Onde estão os responsáveis?

     Domingo passado o país chorou uma tragédia anunciada. Mais de 200 jovens perderam suas vidas em um momento que deveria ser de celebração, de alegria e de descontração. A tragédia na Boate Kiss nos fez refletir até onde vai a responsabilidade do ser humano para com o bem-estar de seu próximo.
     Analisando cuidadosamente os fatos divulgados na imprensa, percebe-se uma sucessão de erros. Dos bombeiros, por não terem fiscalizado adequadamente o recinto evitando riscos de incêndio, da prefeitura,  por liberar o alvará de funcionamento da Boate Kiss, dos empresários da citada casa noturna, por permitir que se fizessem shows pirotécnicos dentro de um ambiente fechado sabendo que a casa noturna não oferecia segurança adequada para seu funcionamento e, finalmente, do conjunto musical, por ter tido a irresponsabilidade de usar fogos de artifício durante a sua apresentação.
     De acordo com Moacyr Duarte especialista em gerenciamento de riscos, planejamento de emergência e catástrofe, o alvará de funcionamento de uma casa noturna deve ser aplicado numa ação conjunta composta de três órgãos que seriam responsáveis por essa função: a Vigilância Sanitária, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura. Tais pareceres (conclusões das avaliações feitas), segundo o profissional, devem estar de acordo com a vistoria de tais instituições públicas o que, infelizmente, não ocorreu nesse triste episódio.
     É lamentável comprovar que tragédias como esta podem ocorrer em outras  partes do país. Na capital paulista, por exemplo, foram interditadas algumas casas noturnas. Em Curitiba uma  boate situada em um bairro nobre da cidade teve suas portas fechadas por falta de segurança. Problema também detectado no Rio de Janeiro, onde fiscais estão agindo com rigor.
      Mas por que só agora que as autoridades resolveram agir? Tinha que ocorrer essa catástrofe para alguma atitude ser tomada? A fiscalização de locais públicos que concentra uma grande quantidade de pessoas deve ser uma constante em se falando em segurança pública. O que nos resta agora é torcer para que tragédias como essa não aconteçam mais e rezar para que Deus console essas famílias.
      

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