segunda-feira, 1 de julho de 2013

Repúdio

   
FONTE DA IMAGEM:FACEBOOK.COM
Algo que ficou evidente nessas manifestações que tomaram as ruas do país foi a indiferença da população com os partidos políticos quando algumas agremiações quiseram fazer coro aos movimentos populares. Com cartazes condenando a participação, os manifestantes praticamente expulsaram aqueles que levantavam bandeiras que faziam qualquer alusão a organizações políticas. Nos conteúdos das mensagens empunhadas com fervor, frases como "FORA PARTIDOS POLÍTICOS!" e "PARTIDOS POLÍTICOS NÃO ME REPRESENTAM!" . 
    Cabe aqui uma reflexão. A insatisfação expressa do povo para com os partidos políticos acende a luz de alerta nessas organizações, significando alguma coisa errada nessa relação, hoje desgastada, entre povo e política. Resultado da inercia daqueles que representam a população, os homens públicos, frente as necessidades do povo. 
    Grande parte da culpa de tal relação de repúdio entre povo e partidos políticos é a corrupção, esse câncer irraigado na sociedade brasileira que emperra o desenvolvimento de qualquer nação. Não que a sociedade brasileira não tenha evoluído. Muitas famílias, vindas das classes mais pobres, realmente mudaram seus padrões de vida, adquirindo bens que antes não  imaginavam ter como eletrodomésticos e automóveis. Contudo, os serviços públicos continuaram sem qualidades, caso dos transportes públicos, da rede de saúde e o policiamento nas ruas.
    É o que pensa o sociólogo e crítico em temas sociais Giampaolo Baiocchi,. Para ele, no momento em que os índices sociais começam a melhorar, a sociedade fica mais exigente. Pensamento compartilhado pelo consultor político João Santana. Ele vai além: afirma que "da porta pra dentro" a vida do brasileiro melhorou com o aumento de emprego, da renda e do consumo, não podendo dizer o mesmo "da porta pra fora" com o crescimento da criminalidade, a piora do trânsito e do transporte público.
    É necessário que os homens públicos façam uma profunda análise nessa repulsa vinda da população para com os partidos políticos e encontre formas de mostrar uma nova faceta de tais agremiações, mais voltadas aos apelos sociais. É assim que se constrói uma administração pública eficiente.     
    

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