Uma praça de guerra. É assim que está se tornando a área central da cidade de São Paulo. O motivo de toda essa violência é o aumento da passagem de ônibus na capital paulista. Em nome do direito de usufruir do transporte público com um preço justo, muitos manifestantes depredaram diversos patrimônios públicos e privados, picharam ônibus, além de causar terror na sociedade.
Em resposta aos atos de vandalismo, a Polícia Militar entrou em ação com suas tropas. O que seria uma forma de acabar de vez com a baderna se transformou em uma ação desmedida de mais violência. Sem saber identificar adequadamente quem são os verdadeiros responsáveis pelo caos urbano, a tropa policial exagerou na brutalidade e acabou usando a força contra todos aqueles que estavam no protesto.
O resultado foi pessoas inocentes atingidas pela ação da PM. Digo inocentes porque, embora estivessem entre os manifestantes, não participaram da barbárie. Para piorar a situação, muitas pessoas que não tinham nada a ver com os protestos, ficaram no meio do "fogo cruzado", num ciclo de angústia e medo que parecia sem fim.
O confronto teve repercussão internacional. Os mais importantes jornais mundiais criticaram a ação violenta, tanto dos manifestantes quanto da polícia. Diante das notícias negativas em relação aos policiais, o governador de São Paulo Geraldo Alkmim saiu em defesa da corporação. Para ele, o Estado apresenta uma polícia preparada para situações de risco à população. Considerando a Polícia Militar paulista a melhor do Brasil, o governador, porém, ressaltou que atos abusivos vindos de policiais na operação serão apurados através da corregedoria.
Vindo em contramão dos argumentos do governador, o prefeito Fernando Haddad afirmou que houve uma ação violenta vinda das tropas, o que acabou agravando ainda mais a situação. Na ação policial, até profissionais da imprensa, que estavam cumprindo seu dever de informar, firam atingidos por balas de borracha.
Todo esse caos poderia ter sido evitado se algumas pessoas não tivessem começado a agir como verdadeiros vândalos, destruindo tudo o que viam pela frente. É uma parcela da população que, pela lógica, não mereceria nenhum tipo de benefício. Mesmo porque, pessoas civilizadas não promovem quebra-quebra para fazer valer seus direitos.
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