O ano passado foi muito significativo para o combate à corrupção. Num dos julgamentos mais longos do país, um total de quatro meses e meio, foram condenados os principais envolvidos no caso do mensalão. Para julgar o imbróglio, foram escolhidos os mais gabaritados magistrados, contando com o jurista Carlos Ayres Brito até o diplomado Luiz Fux - um total de onze juízes
Depois de muitas discussões acaloradas e divergências entre os mestres da lei, foi dado o veredito: a condenação dos principais envolvidos no escândalo. José Dirceu foi condenado a 18 anos de reclusão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Pelo mesmo motivo foram acusados José Genuíno e Delúbio Soares.. Cada um cumprirá a mesma pena dada a Dirceu.. Já Marcos Valério, condenado por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha, passará mais de 50 anos na cadeia.
Passado praticamente seis meses da conclusão do veredito, até o presente momento nem os principais "cabeças" e nem os coadjuvantes do esquema foram presos. Uma vergonha para um país onde a corrupção é a principal barreira para o desenvolvimento. Para se ter uma ideia, a falta de recursos vindos para a saúde, por exemplo, emperra a reforma em hospitais públicos.
Na área da educação, os desvios de verbas não permite a evolução estrutural e funcional do ensino no país. Com toda essa deficiência no sistema de prestação de serviço, quem é o principal prejudicado é o cidadão comum, que não esconde a insatisfação de ver a inoperância do sistema.
Bem disse o ministro Celso de Melo sobre o tema: "A corrupção prejudica a capacidade das nações de prosperar e de crescer". Esse pensamento deveria servir como mantra para todos os governos que têm como foco principal o bem estar da população. Infelizmente, por causa de interesses políticos, a impunidade reina e muitos condenados por corrupção ainda estão soltos. Até quando?

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